Como tudo começou…

Para ler ouvindo:
Kiss Me – Sixpence None The Richer

Eu e o Jorge começamos a namorar num dia 20. Ficamos noivos num dia 20. E pretendemos nos casar num dia 20 também. Hoje, dia 20/09/2009, estamos fazendo 7 anos e 2 meses de namoro. Daí você se pergunta porque raios eu tô comemorando ‘tantos anos e tantos meses’. É porque a gente sempre fez isso e comemorou assim. Cada mês a mais juntos é importante. Cada mês a mais que passamos juntos significa que nosso amor está sobrevivendo aos trancos e barrancos da vida. E eu não tinha um blog quando fizemos 7 anos pra eu dedicar um post pra ele. Então eu dedico a ele esse post de hoje, com a nossa história de amor, que eu escrevi pra ser capa do nosso álbum de casamento.
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“Ele estava sentado no carro, distraído, quando olhou pra frente e a viu atravessando a rua. Encantou-se de cara. Alguma coisa naquela menina pequenininha chamou sua atenção. Seu coração deu um salto e pensou: “É Ela”. Ela estava absorta em seus pensamentos e nem notou o rapaz que a olhava de dentro do carro. Ele estava certo de que precisava conhecê-la. Tinha um amigo que era filho de uma amiga dela, e assim foram apresentados. Ela dizia estar com o coração fechado, não queria se apaixonar. Há algum tempo havia tido uma desilusão e estava aos poucos se recuperando. Ele nunca tinha namorado, era do tipo baladeiro. Já tinha tido várias outras garotas, mas nenhuma o fez querer namorar sério. E pra Ele, essa garota era Ela. Ele ia praticamente todos os dias em frente a loja que ela trabalhava, com o amigo, filho da colega dela. E eram “ois” rápidos, alguns sorrisos. Ela às vezes se escondia pra não vê-lo pois não queria se envolver. E às vezes pensava: “Esse garoto não desiste?”. Ela o achou atirado à primeira vista. Depois com o passar dos dias foi reparando mais e mais. E a cada sorriso que ela ganhava, o enxergava mais belo e mais simpático. Um dia essa amiga dela a chamou pra ver um filme na casa dela e Ele também foi. Como num passe de mágica todos sumiram e eles ficaram a sós. Completamente calculado. No começo ficaram apreensivos, mas depois relaxaram. O coração dela apertava, com medo de estar se apaixonando e sofrer novamente. Não tinha sido fácil, ela ainda era muito insegura. Mas Ele era extremamente apaixonante, do tipo que sorri com os olhos, divertido e tinha um senso de humor encantador. Conversaram muito aquela noite. Os gostos dele batiam com os dela e vice versa. Riam de cada coisa em comum que descobriam juntos. Ele estava nervoso, estava louco pra beijar aquela garota por quem ele estava encantado. Mas esperaria o tempo que fosse necessário, não queria apressar as coisas e colocar tudo a perder. Depois foi levá-la em casa e se despediram com um tchau tímido. A semana começou e a mesma rotina de sempre. Dessa vez ela retribuía os sorrisos, e sentia o rosto esquentar quando o via chegar. E ficava o dia todo esperando pra vê-lo no final da tarde. Marcaram de novo de ver mais um filme no final de semana. Como já era de se esperar, foram deixados sozinhos. Os dois estavam mais à vontade dessa vez, e conversaram sobre tudo. Pareciam ter nascido realmente um pro outro. Nem viram o filme de novo. Tinham coisas mais importantes pra se preocupar. Descobriram agradáveis surpresas um do outro naquela noite. Ela estava ansiosa por um beijo. Olhava nos olhos e em seguida olhava na boca dele. E ele fazia o mesmo, como se quisesse avisá-la de que ele também queria. A atração era grande e não era mais possível voltar atrás. E então acabou o assunto. Eles ficaram um pouco desconfortáveis com aquilo, porque desde que se conheceram o assunto não acabava nunca. Foi então que, depois de alguns segundos intermináveis de silêncio, Ele disse: “-Posso te pedir uma coisa?”. Ela disse que sim. Ele então olhou fundo nos olhos dela, respirou fundo, e perguntou: “-Posso te dar um beijo?”. Ela sorriu e consentiu com a cabeça. Fechou os olhos e esperou pelo beijo. Ele acariciou o rosto dela e a beijou. As bocas se encaixaram perfeitamente, num beijo molhado, calmo, interminável, como se as bocas tivessem sido feitas uma pra outra. Os corações aceleraram e começaram a bater no mesmo compasso, ao som da mesma música. E desde então os dois viraram um só.”
– Juliana Bassan (futura Ayon)

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