Sabe o que eu tava pensando?

Eu viajei esse final de semana pra casa dos meus avós maternos na Capital. Teve festa lá, juntamos a família toda – tanto na festa como na casa da vó e do vô – matamos as saudades, conversamos, rimos, colocamos as fofocas em dia, demos risada, tiramos fotos. E já fizemos planos pro Natal, pra gente se reencontrar de novo.
A minha mãe nasceu, cresceu e construiu a vida dela lá, mas por problemas de convivência com a família do meu pai, mais especificamente com a minha avó, acabou vindo embora pra cá com 26 anos, idade que tinha quando se casou com o meu pai. Uma atitude corajosa ao extremo. Não é qualquer um que larga a família toda, casa e um baita emprego pra vir pra cá, com uma mão na frente e outra atrás, por amor. Eu ficaria horas e horas aqui contando as histórias dos dois, do que enfrentaram e do quanto eles se amavam. Talvez fique pra um próximo post, já que o foco que eu quero dar a esse texto é outro. Porque pensar em tudo isso me fez refletir sobre diversas coisas. Principalmente “e se”. Tipo se minha mãe não tivesse enfiado a cara na estrada e vindo pra cá, pra ser feliz com meu pai, o quão diferente seria a vida deles, a minha vida, dos meus irmãos e da família de um modo geral. O quanto nossa vida poderia ser diferente se um fato pequenininho fosse mudado no passado. Qual o tamanho do efeito que causaria no presente. Daí me lembrou o filme “Efeito Borboleta” – o primeiro, porque os outros eu não assisti. Não que eu quisesse realmente alterar, mas pelo menos ver como seria caso tivéssemos outra atitude. Ver o que seria de mim caso eu tivesse optado pelo outro caminho ou simplesmente tivesse dito “Não”. Mas talvez perdesse a graça e tivesse mais efeito negativo que positivo, já que poderia trazer muita frustração, dependendo o ocorrido.
Bom, só sei que ultimamente eu ando bem reflexiva e tenho enxergado as coisas de uma maneira diferente, procurando tirar algum tipo de aprendizado de tudo. E essa com certeza foi uma dessas vezes.
– Juliana Bassan Ayon

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