média

Para ler ouvindo:

Eu passava vontade. Não falava. Guardava tudo pra mim. Assistia tudo de camarote e não me envolvia. Tinha medo de arriscar. Vivia no meu mundo de ilusões e ficava contente com as histórias que eu criava na minha cabeça, pra dar uma alegradinha na minha vida monótona. Até hoje fico pensando em como seria diferente se eu tivesse agido de outra forma.
Aí eu cansei e mudei o meu lema de vida. De agora em diante seria: “Se é pra se arrepender que seja de ter feito do que de não ter tentado.” E eu comecei levar isso a sério. Entrei de cabeça com a cara e a coragem. Parei de passar vontade. Fui idiota. Fui uma trouxa. Fiz besteira. Chorei que nem uma besta depois por não ter dado certo. Magoei algumas pessoas e essa deve ter sido a pior parte. Tomei muitas decisões erradas. Enfiei o pé na jaca. E até hoje fico pensando em como seria diferente se eu tivesse agido de outra forma.
E aí Juliana, o que compensa mais? Nem um e nem outro. De nenhum jeito eu fui feliz. Hoje em dia, mais madura, eu vejo que eu nunca soube dosar as coisas. Nunca soube encontrar o meio termo. E agora eu sei que na vida as coisas não podem ser tratadas como 8 ou 80, uma média já tá de bom tamanho.

{Juliana Bassan Ayon}

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