desconstruindo a primeira impressão

Quando conhecemos uma pessoa só de olhar pela primeira vez já montamos toda uma ficha na cabeça. Analisamos tudo e tiramos uma conclusão. Normalmente uma conclusão precipitada. A tal da primeira impressão. Muitas vezes pode ser que essa primeira impressão tenha realmente algum fundamento sim, mas na maioria das vezes percebemos o quanto nos enganamos um tempo depois. Todo mundo faz isso, por vezes até sem querer e sem perceber. E essa primeira impressão pode durar dias, meses, anos, até o dia em que a gente abre a guarda, para de levar em consideração aquela impressão errada e reavalia, e assim conhece realmente a pessoa. E isso é legal. Um tempo atrás, quando eu era mais moleca e mais imatura, talvez eu não tivesse essa visão que eu tenho hoje, não daria o braço a torcer. Inclusive até já fiz isso e hoje penso que posso ter perdido muito com essa atitude infantil. É incrível como podemos ser pegos desprevenidos pela atitude positiva de uma pessoa que antes tínhamos aquela sensação de “não fui com a cara” e de “meu santo não bateu”. Muitas características podem ser interpretadas de maneira errada. Uma pessoa quieta pode ser considerada antipática, uma pessoa falante demais pode ser considerada chata, uma pessoa simpática demais pode ser considerada oferecida e assim vai. É nosso instinto julgar, eu sei. Só que com o tempo a gente aprende que pode se enganar e aprende a reconsiderar. Reconsiderar o nosso julgamento inicial e a nossa maneira de pensar. E de repente OPA, percebemos o quanto fomos injustos no que pensávamos. Acho que o que falta é abrir a cabeça, jogar fora os pré conceitos e ser humilde o suficiente pra reconhecer o erro. Eu tenho reconsiderado bastante ultimamente e posso afirmar que tem sido surpreendente. 🙂

{Juliana Bassan Ayon}

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