fome

 

 
 

 

2012 foi o ano das sobras. Mas a sobra, no caso, fui eu mesma. Eu passei o ano inteiro com a sensação de estar sobrando, onde quer que eu estivesse. Sobrava em todo lugar, como se não pertencesse a parte alguma. Me senti óleo não misturando com a água. Estava tudo sem graça e sem cor. Eu não tive ânimo pra fazer nada, perdi o gosto pelas coisas todas. Tudo estava cinza e sem tempero. Não tinha mais nada que me fizesse ficar realmente empolgada, fiquei tempo sem saber o que era sentir isso. Me sentia numa busca desenfreada por alguma coisa, um sentimento arrebatador, uma vontade grande de fazer alguma coisa por alguém ou por mim mesma, mas nada aparecia. Nada fazia sentido. Às vezes era como se toda a minha caminhada de vida tivesse sido um equívoco onde eu tivesse tomado todos os caminhos errados e acabado nessa poça de solidão e desespero. Tudo o que tentei fazer durante esse ano virou fracasso no final. Foi um ano frustrante, a minha vida estava frustrante. E eu terminei o ano querendo sentir algum sabor de novo nessa vida.

Daí chegou 2013. E foi como se um sopro de esperança surgisse em meu coração. A vontade de conquistar voltou. A empolgação com as minhas conquistas idem. Em um mês já fiz mais que a metade do ano passado inteiro. E é isso que eu desejo pra esse ano todo. Não vou estipular metas, não vou fazer planos, não vou fazer resoluções de ano novo. Vou deixar a vida me levar pra onde eu tiver que ir. Só desejo fome o ano inteiro. Fome de viver, de conseguir e conquistar. Fome de ser feliz.

-Juliana Bassan Ayon

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