que poder você escolheria ter?

Que poder você gostaria de ter? Em quantos questionários vocês já viram essa mesma pergunta? Eu já vi em vários. E nunca sei o que responder. Eu poderia escolher o poder de saber o futuro. Poderia me tranquilizar em algumas partes, poderia matar curiosidades, poderia evitar que coisas ruins acontecessem… Mas imagina que sem graça não ia ser a vida sem surpresas? Seria triste não passar por aquelas reviravoltas e sacudidas que a vida dá na gente e que fazem bater o desespero por num primeiro momento não encontrar uma solução e no fim quando tudo acaba dando certo, a gente vê que valeu a pena passar por tudo aquilo. Então descartado, esse poder não. Por outras vezes eu queria ter o poder de ler pensamentos. Saber o que as pessoas estão pensando, o que estão querendo e o que estão realmente precisando. Mas seria um pouco incômodo descobrir segredos que deveriam estar bem guardados com seus donos. E seria triste também não ser surpreendida quando aquele cara que você paquerava há tempos e que achava que nem te notava viesse te contar que há tempos queria falar com você porque te achava incrível. Outro descartado. Poderia dizer que eu queria o poder de voar, mas se eu não sei nem andar de bicicleta, imagina voar. Já sei! Viajar no tempo! Voltar pra trás e consertar erros. Mas daí será que eu iria gostar do meu novo futuro? Será que não viraria tudo uma meleca? É um risco muito grande, deixa quieto… Poderia dizer que eu queria fazer as pessoas rirem. Mas isso é mais um dom do que um poder. E eu tenho uns dias palhaças aí que até cumprem bem esse papel. Poderia escolher ter uma super força, ficar invisível, parar o tempo, ser super rápida, ter visão de raio x, fazer fogo nas minhas mãos, congelar as coisas… Mas não consigo achar um desses que eu realmente escolheria sem pensar, assim de primeira. Mas tem um poder, e esse é legal mesmo, que é o de amar e espalhar amor. Esse eu queria ter mesmo, de verdade. Porque amar eu amo. Mas eu queria aprender a amar no sentido total do amor. Amar sem querer nada em troca, sem esperar nada em troca, amar simplesmente porque se ama, se quer bem. Amar o próximo como a si mesmo, que é quando o amor fica na sua mais pura e sincera versão. E ter o poder de despertar o amor. Chegar naquela briga no trânsito, onde os ânimos estão alterados e cada um está lá defendendo o seu lado com muito grito e grosseria e pegar na mão dos dois sujeitos e fazer com que um desse a mão pro outro, e daí fazer uma ponte entre eles, mostrando pra um o lado do outro e vice-versa. Fazendo um ver e sentir o que o outro está sentindo. E assim sentindo na pele, despertaria o amor. Porque vendo o que o outro vê e sentindo o que o outro sente, eles se compreenderiam e tentariam resolver de um jeito bom pros dois. Esqueceriam seus umbigos por um pequeno momento e se compadeceriam do outro. Queria fazer isso em qualquer desentendimento. Fazer isso com todo mundo. Não teriam discussões, não teriam mortes, não teriam pessoas com seus direitos violados, não teriam pais e mães sem falar com seus filhos, existiria gentileza, existiria respeito, não existiriam pré-julgamentos, não existiria preconceito, não existiria gente que julga sem antes tentar entender o porquê da situação toda. E daí o mundo seria um lugar muito bom pra se viver. É, espalhar amor seria bem legal.

{Juliana Bassan Ayon}

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