O meu casamento: temático, real e cheio de história pra contar.

Eu e o Jorge nos conhecemos com 17 anos, temos aí 12 anos de história. Em Junho de 2010 conseguimos a nossa casa, e pra não fugir do hábito, aconteceu em meio a turbilhão de coisas que sugeriam que daria tudo errado, mas no fim deu tudo certo. Passamos por vários perrengues pra conseguir deixar a casa como a gente queria e em Janeiro do ano passado, quando começamos a comprar os móveis, a casa ficou com cara de “casa” e bateu a vontade de mudar logo. Quando a gente está junto com alguém que ama é impossível não sonhar em dividir o mesmo teto e idealizar o casamento. Assim como eu, aposto que existem aí várias meninas que tem (ou tiveram!) no ‘meus documentos’ várias pastinhas com inspiração pra bouquet, vestido, decoração, convites… Mas sonhar muitas vezes passa bem longe da realidade. Chegou um dia que surgiu a hipótese de que a gente deveria vir morar na nossa casa de uma vez, sem casar mesmo. Mas parecia meio bléh demais. Só fazer as malas e mudar, que sem graça. Daí pensamos em nos casar e eu comecei a cotar preço das coisas e quase morri infartada. Nesse ‘universo’ casamenteiro tudo é sempre bem caro, bem mais do que a gente imagina, e que a maioria não pode bancar. E às vezes isso pode frustrar quem chega cheia de esperança querendo um casamento dos sonhos e vê que não é nada tão simples assim. E foi isso que aconteceu comigo. Como ainda estávamos fazendo coisas na casa, tudo o que se falava em dinheiro eu convertia em material de construção, mão de obra ou móveis e nada parecia viável. Mas mesmo assim, não gostava da ideia de só mudar e pronto. Quem nunca sonhou em casar? Eu não queria deixar passar em branco, mas também não tinha grana pra festa. Em Abril decidimos que nos casaríamos no cartório e que faríamos um almoço pra família. Família leia-se pais e irmãos, só. Gastar estava fora de cogitação. Marcamos a data pra 20 de julho de 2013, dia que faríamos 11 anos juntos. Daí poxa, a gente casando no dia que completaríamos 11 anos, tinha que ter algo a mais porque a gente tinha muito o que comemorar. Resolvemos chamar mais gente, os amigos mais chegados e mais alguns familiares, sofremos até chegar num consenso de uma lista bem reduzida. Daí o almoço virou um jantar. E começou a correria pra fazer milagre com pouca grana. E na falta do dinheiro, a gente contou com a criatividade! Isso não faltou pros convites, pras lembrancinhas, pros noivinhos… Como não seria nada tradicional, resolvemos fazer tudo temático em videogame, mais especificamente do Mario Bros, e também com Paintball, já que o Jorge joga. Colocamos a mão na massa e ficou tudo com a nossa cara.

 

Tudo foi feito pela gente ou por alguém da família ou amigos. E o mais legal é que vimos o tanto de gente que ajudou pra que tudo desse certo e que estava torcendo pela gente. Mãe, sogra, irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, madrinha, primas, amigos e amigas… todo mundo participou de alguma forma, embarcaram na nossa loucura e ajudaram a virar realidade. Foram praticamente só dois meses pra correr atrás de tudo, ficamos quase doidos, mas como valeu a pena! E isso provou pra gente que com amor e boa vontade tudo pode dar certo. E deu super certo! Muitas coisas deram tão certo inclusive que a gente tá até agora meio abobado pensando se foi mesmo verdade. Cada coisa me lembra alguém e alguma coisa que aconteceu, cada detalhe por si só tem uma história, uma risada, um carinho. Eu nem me vestiria de noiva, na última semana encontrei um vestido simples e baratinho e aluguei. Não contei pra ninguém e cheguei de surpresa, e quando vi os olhos da minha mãe, da minha vó e da minha sogra se encherem d’água e as reações de surpresa de todo mundo que estava lá, tudo valeu a pena. Foi tudo tão intenso que dá saudade. E isso não tem preço.

 

 

 

Contos de fada? Tô bem feliz com a realidade mesmo! 😉

 

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