ano novo, de novo.

para ler ouvindo: Let It Be – The Beatles

quem diria

2015 foi um ano tenso, atropelado, cansativo. E eu surtei muito em 2015. Foi difícil passar por ele, tive dores horrorosas, mas quando acabou e 2016 chegou, me encheu de esperança de que tudo ficaria melhor. Porque parecia que nenhum ano poderia ser pior do que aquele que tinha acabado.

Mas daí foi tombo atrás de tombo de novo. Uma avalanche de coisas acontecendo, todas ao mesmo tempo, colocando em xeque a minha sanidade. Muitas vezes eu me vi sem saída. Muitos dias eu tentei ser positiva, bem daquele jeito que as frases de auto ajuda nos ensinam (algumas que eu mesma já escrevi e postei aqui, inclusive), mas na vida real só boa intenção não vale de nada. Alguns dias são como um caminhão de merda despejados na nossa cabeça e nem a pessoa mais positiva e calma do mundo iria ficar de boa ou ver algo bom nisso. E nesses casos essas frases parecem só piada. Eu sentia como se o resto do mundo tivesse um super poder de transformar toda a merda em ouro, menos eu que afundava cada vez mais.

Mas a diferença é que em 2016 eu não surtei como em 2015. Eu me mantive calma, fui resiliente e tive fé. Eu chorei, eu me isolei, mas eu não deixei de acreditar um dia sequer. Todo dia eu cresci um pouco, todo dia eu tentei ver com os olhos dos outros e não julgar, eu tentei ser melhor como pessoa, tentei ser melhor pro mundo e torci também pro dia seguinte ser melhor que o anterior. Teve dias que eu acertei. E teve dias que errei feio. Eu aprendi que naqueles dias que a merda toda cai na nossa cabeça não adianta fazer nada além de esperar. E que, olha só, às vezes a merda vira adubo. A vida é irônica e eu aprendi a rir das ironias da vida. E sei que apesar de tudo, mesmo depois de tantos tombos, eu fui e sou muito abençoada. E hoje eu entendo que eu só consegui enfrentar tão bem 2016 graças ao que eu enfrentei e aprendi em 2015. E descobri que realmente nada nessa vida é somente acaso.

No meio do caos também aconteceram coisas boas; pessoalmente, na família, no amor, no trabalho. Abri mão de algumas coisas por causa de outras, aprendi a desapegar, a deixar ir o que não me pertence. Acreditei em pessoas que depois provaram que não eram dignas de cofiança, mas aprendi a tentar entender e consegui perdoar. Nesse ano tive 3 poemas meus publicados no livro ‘Antologia Poética’ do projeto Senhoras Obscenas, mas não pude ir ao lançamento e chorei sozinha de orgulho e frustração. Perdi muito, mas ganhei o suficiente. E isso me fez ver as coisas e a vida de outro jeito. E que talvez esses dois anos que eu estava considerando como os piores da minha vida tenham sido na verdade os melhores. Porque eles tiraram tudo do lugar, da zona de conforto, fizeram bagunça pra caralho. E me fizeram melhor.

E o que eu espero de 2017 é tentar fazer da vida menos doída, menos pesarosa, independente da quantidade de tombos. Tanto pra mim quanto pra quem está perto de mim. Quero ser uma pessoa melhor. Melhor pra mim, pros outros e pro mundo, dentro das minhas limitações e defeitos. Agradecer mais e não reclamar tanto. Fazer valer a pena. Gastar tempo e estar junto de quem realmente importa. Porque a única certeza é que a vida é curta e estamos aqui só de passagem. E devíamos aproveitar melhor a estadia.

Feliz 2017 pra todos vocês! Que em 2017 sejamos o melhor de nós mesmos. ♡

– Juh, na luta pra ser melhor.

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