coadjuvante

Desejei, só uma vez
Ser eu a protagonista
A dona da história
Um só dia que fosse
Ter pra mim toda a glória
Ganhar o papel principal
levantar a taça da vitória
Mas fui toda vida anônima
sendo mera coadjuvante
com poucas falas e poucas cenas
sempre sendo irrelevante
Não me destaco na memória
Sou uma vergonha desconcertante
Tenho em mim toda a escória
e um fracasso redundante.
E na edição final
Eu, figurante, sombra do ator
tive os meus únicos segundos
Cortados pelo diretor.

– Juliana Bassan Ayon

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