simpleza

Saí pra rua e olhei pro céu
vi as nuvens se acinzentando
quis pintar aquelas cores no papel
e me perder no tempo desenhando.
A chuva foi começando a cair
e senti um pingo indiscreto
gelar minha nuca e me contraí
e sai correndo procurando um teto.
Do meu abrigo observei a cena,
ninguém querendo se molhar
e a chuva só na dela, caindo serena
e ninguém parando pra observar.
As raras belezas do mundo
por quase ninguém são notadas
estão todos num abismo profundo
com suas almas inanimadas.
Todo mundo com muita pressa
sem rumo, mas todos correndo
não vêem o que realmente interessa
vivem sem perceber que estão morrendo.
– Juliana Bassan Ayon

Recomendado

2 Comentários

  1. O cenário desse gorjeio sereno e tão lirico que nos faz transpirar gotas dessa bonita poesia, merece atenção e respeito dos poetas para caminhar com a poetiza nos braços encantadores de seus versares. Amei! Chico Velho, seu discípulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *