o choro que ninguém ouviu

A gente sempre espera uma guinada
Deseja a vida arrumada
Mas esquece que o futuro
É incerto e bem escuro

O golpe veio sempre inesperado
tornando dura minha existência
deixou meu mundo dilacerado
e tão nova recebi a penitência.

E enquanto eu sozinha chorava,
nenhum olho por aí notava
nem percebia a enorme solidão
que me tirava o sono, a luz e o chão

E sozinha meu destino meu traçava
sozinha grandes batalhas eu lutava
E no meio do olho do furacão
eu entendi que nem tudo foi em vão

E que talvez desse jeito
Essa tristeza eu transforme
E com coragem reforme
A aflição no meu peito

E aprenda a fazer do choro poesia
do sofrimento um belo verso
e pra esse coração controverso
trazer, quem sabe, alegria.

– Juliana Bassan Ayon

Poesia produzida durante a Oficina de Poesia ministrada pelo poeta Lucas Afonso no último dia do primeiro FLIJ – Festival Literário Independente de Jaú em 18/11/2018. Essa poesia ficou em segundo lugar. 💛

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