vazio

O vazio me abraça todo dia. O vazio do mundo, das pessoas e de mim. Não sei quem sou e também não sei mais do que eu não gosto. Nem do que gosto. Nem se gosto. Ou sei, não sei. Não sei nem pra onde vou. Continuar pra quê? Tenho pensado em morrer. E na não falta que eu iria fazer. Não sei de nada. Nunca soube. Sei que sempre perco. Perco as horas, perco as pessoas, perco você, perco eu. Perco tudo, olha só. Perdi você de mim. Perdi eu de mim. Perdi minha sanidade. Perdi o caminho da felicidade. Não sei mais como correr. As pernas não me obedecem, estão fincadas no mesmo lugar. Não sei mais nada. Quer dizer, uma coisa acho que sei. Sei que amo. Ah, como amo! Tenho amado. Amo com ardor, com calor, com suspiros e admiração. Mas amo também com dor e com choro. Com desespero e saudade. Não posso amar ninguém porque ninguém consegue me amar. Nunca será recíproco. Não sou digna de amor. Nem eu me amo mais. Não sei quem sou, como posso amar? Como posso me amar se não mais me conheço? Com posso me amar se sei que não mereço? Gastei todo meu amor. Foi em vão. E no fim não sobrou nada pra mim. Pra mim sobra sempre o vazio. E o silêncio que preenche o vazio. E um rosto misterioso com olhos profundos, que aparece sempre no meu vazio.

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