queda livre

Não se engane com esse sorriso que estampa o meu rosto e nem com as piadinhas que eu conto. Enquanto nos falávamos, pensei três vezes em morrer. Eu não queria que isso acontecesse. Não é de propósito. Mas, de tempos em tempos, essa sensação volta. E me enrola feito uma cobra e quebra todos os meus ossos. Essa coisa de não me sentir pertencente a nada me sufoca. Não me sinto importante e logicamente não é diferente com você. Esses seus olhos gelados não enxergam o vazio que tem encharcado os meus. Não ouvem os gritos silenciosos de desespero neles. Você me olha, mas não me vê. Não percebe o poço de desespero sem fim em que me joguei. E sigo em queda livre. E pode ser que de tanto cair, um dia a gente esteja tão longe que você não vai mais conseguir me alcançar.

Recomendado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *