sem par

Estranha, esquisita, excêntrica… Foi o que sempre disseram de mim. Que nunca fui normal. Mas o que é normal? Segundo o dicionário é o que “é usual, comum; natural”. Eu me acho até comum demais. Acho que talvez o que difere seja o não ter medo de ser quem eu sou, o não me importar com o julgamento. De estar confortável onde estou. Digo dentro de mim mesma. Nunca me senti confortável fora de mim, mas dentro de mim, aqui no aconchego da minha concha, é onde me sinto melhor. Esse ser assim mesmo, fazer o quê, é o que faz de mim, eu. O não tentar mudar pra agradar. Já tentei, assumo. Lá na adolescência, poucos meses atrás… Quem nunca? Mas deixar a essência de lado em troca de me sentir pertencente às rodinhas dos mais populares nunca pareceu legal. Porque quando fiz isso, deixei de pertencer a mim mesma. E pra quê? E assim fui me desenvolvendo, assumindo as minhas estranhezas e peculiaridades, aquelas características que fazem de nós seres incomparáveis. Deixei de esconder porque nada mais me envergonhava. O que eu faço é gritar quem eu sou. Assim, desse jeito, normal e incompreensível, talvez. E de mim nunca mais senti vergonha. Quem sabe eu seja peça única. Quem sabe, talvez, eu nunca ache um par. Mas aprendi a dançar muito bem sozinha, obrigada.

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