poesia sem sentido

De que me adianta a poesia?
De que me adianta ser poeta
se não há quem compreenda
a intensidade toda
que jorra dos meus versos?
Eu sempre mergulho só,
sinto em excesso.
E sozinha grito o meu amor,
e o confesso aos prantos
em versos apaixonados.
É doloroso.
Eu me faço ver
te faço me ler.
Sou uma alma perdida
que transforma tudo
em prosa e poesia.
E me amar não deveria ser
uma cortesia.
Eu só queria me sentir vista.
Um amor intenso
caloroso e real,
nada que eu tivesse
que ajoelhar e implorar.
Mas nunca pareceu possível.
Revejo nisso
minha sina, afinal.
O presságio
de que nunca serei alguém
digna de se amar.
Sempre uma sombra despercebida
na penumbra dessa medíocre vida.
– Juh Bassan04

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