tchau, 2019!

Último dia do ano. Não tem como a gente não se obrigar a fazer uma retrospectiva, não tem como não fazer mentalmente uma revisão dos momentos que marcaram o ano, de repensar as atitudes e os caminhos. Teve muita coisa boa nesse ano, mas teve muito tombo e porrada na cara. Eu não gosto de anos ímpares, eles são sempre difíceis, pesados e doloridos. Mas acho esse deixou todos os outros no chinelo. Em 2019 eu completei 35 anos e nessa etapa da vida (que eu acreditava que já estaria certa de tudo), percebi que não tinha certeza de nada. Me vi sem saber quem era eu e pra onde eu deveria ir. E está sendo árdua essa busca por mim mesma, essa busca por entendimento, essa busca por algo que eu ainda não sei o que é. Mas o que sei é que toda essa dor me fez despertar de um jeito antes nunca visto por aqui. Não fossem todas essas dores, eu não seria alguém em busca de evolução e autoconhecimento. Eu não teria enfrentado medos e não teria me permitido fazer coisas que nunca tinha tido coragem de fazer. Eu não teria enxergado toda a podridão dentro de mim e não estaria me esforçando pra sair da mediocridade e ser alguém um pouco melhor. E é assim que eu termino o ano. Ainda sem saber de nada, ainda com a mente cheia de perguntas sem resposta – respostas que talvez eu nunca encontre -, cheia de ideias, desejos e sonhos. Morei tanto tempo na escuridão dentro de mim que eu não sabia mais o que era a luz. E é isso que eu desejo pro ano que vem: luz! Serei vela, fósforo, lanterna ou fogueira. Serei meu próprio sol, se assim precisar. E nunca mais vou permitir que meu coração se perca novamente naquele abismo escuro de onde eu saí.31

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