personalidade.

ler ouvindo:
“Be Yourself” – Audioslave

Se assumir por inteiro, não ter vergonha de ser quem é e de falar o que pensa. É assumir as suas atitudes e escolhas e responder pelas consequências delas, mesmo se forem ruins. É não ser submissa e saber colocar os seus limites, sem ser tirana. É dizer verdades, mas não perder a doçura na voz. É expor e defender a tua opinião, mas ouvir o que o outro tem a dizer. É ser flexível, mas não dominada. Você pode escolher ter personalidade ou não. Se manter firme na sua opinião ou mudar completamente o seu pensamento porque fulano disse que assim é melhor. Você pode ouvir somente as músicas que você gosta, mesmo se elas forem de vários anos atrás, ou você pode se render às modinhas e ouvir o que todo mundo está ouvindo, mesmo sem gostar. Você pode se vestir de uma maneira só sua, mesmo usando algum item da moda, mas sempre respeitando seus gostos e seu estilo. A escolha é sua.
A nossa personalidade é construída através dos anos. Pelas pessoas que nos acompanham e nos influenciam, aquelas que a gente secretamente carrega de exemplo pela vida. Pelos filmes que a gente assiste e pelos livros que a gente lê, com aqueles personagens que dão conselhos melhores que pessoas reais. Somos feitos também da dor que sentimos, pelos tombos que caímos. Pelas amizades que construímos e pelas que perdemos, pelas pessoas que amamos. Somos feitos do tanto de informação que a gente absorve. Seja nas revistas, nos jornais, da internet, por palavras e frases aleatórias que ouvimos em determinada época da nossa vida e que nos marcam pra sempre. É um conjunto de fatores que faz de nós exatamente o que somos. E você, está contente com o que é?
– Juliana Bassan Ayon
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Palavras perdidas #1

Saudade.
Lembranças.
Sorrisos.
Abraços.
Carinho.
Companheirismo.
Amor.
Passeios.
Viagens.
Brincadeiras.
Discussão.
Brigas.
Reconciliação.
Conversas.
Segredos.
Conselhos.
Exemplo.
Dedicação.
Idéias.
Troca.
Amizade.
Cumplicidade.
Admiração.
Doença.
Medo.
Socorro.
Preocupação.
Dor.
Sofrimento.
Morte.
Tristeza.
Choro.
Conformismo.
Lágrimas.
Saudade.
-Juliana Bassan Ayon
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Ele

Para ler ouvindo:

É nele que eu penso quando escuto alguma música e encaixo algumas palavras na nossa vida.
É dele que eu sinto saudades.
É com ele que eu faço os meus planos.
É ele que me faz rir, que é divertido, que é meu amigo.
É ele que me protege e cuida de mim, embora às vezes eu não dê o devido valor e sempre queira mais e mais.
É ele que consegue melhorar o meu dia com uma ligação dizendo que foi só pra falar um “Oi” e saber como eu estava.
É o abraço dele que me conforta.
São as mãos dele que eu procuro pra segurar quando eu sinto medo.
É ele que eu quero que seja o pai dos meus filhos.
É ele que eu admiro do jeitinho que ele é, pelas qualidades e principalmente pelos defeitos, que o tornam único.
É ele que pensa completamente diferente de mim em determinadas coisas, mas que me faz rever conceitos por isso.
É ele que quando atrasa 10 minutos pra ligar faz com que meu estômago fique revirado. Mas não por ciúmes, por pura e simples preocupação e medo de que tenha acontecido alguma coisa. E essa sensação só passa depois que ele liga dizendo que ta tudo bem.
É ele que tem gostos completamente diferentes dos meus, mas que por isso me faz experimentar coisas novas.
É ele que me faz feliz. Meio que aos trancos e barrancos, mas faz.
É ele que me completa.
É, isso é amor, sim…

-Juliana Bassan Ayon

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Pronto, falei!

 

Quantas vezes eu já me senti sozinha nessa vida. Muitas vezes, muitas noites, muitos dias. Hoje é exatamente um dia assim. A solidão já apareceu quando eu tava sozinha, mas também já deu as caras quando tinha muita gente perto. Naquele momento quando você olha pro lado e vê que ali tem diversas pessoas procurando coisas, que nem elas sabem ao certo o que é. E nenhuma capaz de oferecer nada a você ou a quem quer que seja. Só sabem pedir e receber. Quantas vezes eu não procurei alguém precisando absurdamente ouvir um conselho e no final acabei dando um. Não é todo mundo que para pra escutar, que quer escutar. Todos querem falar, falar e falar. Agem como se só eles existissem, ninguém mais. Ei, eu tô aqui! Me escuta! Eu não sou descartável. Eu tenho meu valor, sim. Mas cadê que alguém vê? E quando você percebe que não tem mais serventia pros outros, se vê sozinha assim.
Acredito que nesse mundo a única pessoa com quem eu posso contar realmente sou eu mesma. Talvez nem possa contar tanto assim. E quer saber? Eu também sou humana, eu também sou egoísta e eu também quero ser ouvida sem ter que escutar lamentos de ninguém. Eu também estou bem preocupada com meu próprio umbigo. Por fim, eu sou igual a todo mundo a quem eu critico. Tudo farinha do mesmo saco.

-Juliana Bassan Ayon

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Pois é…

Para ler ouvindo:
Eu já tive um número incontável de blogs que não deram certo. Sempre pessoais, com as minhas impressões do mundo, das coisas e das pessoas. Os primeiros ninguém nunca lia, porque eu nunca mostrava. O último eu divulguei e pasmem, descobri que tinha gente que gostava do que eu escrevia. E percebi que finalmente eu tinha descoberto alguma coisa que eu fazia bem. Mas ele durou pouco já que depois que uma nuvenzinha de chuva, raios e tempestade se instalar na minha vida desde o começo do ano, a minha vontade de escrever e a tão querida inspiração desapareceram e eu deletei o blog. Mas escrever é uma coisa que eu adoro. E que me faz bem ao extremo. Desde que eu me conheço por gente eu gosto de escrever, escrever e escrever. Mesmo se for pra depois rasgar o papel em mil pedacinhos pra não deixar vestígios. Só que o que anos atrás ficava trancafiado dentro de cadernos velhos que se perdiam depois de faxinas gerais no quarto, ou que eram impiedosamente rasgados e jogados na lixeira, agora podem ficar aqui, pra todo mundo ver (ou não!) e é isso que faz a coisa ficar mais interessante, até. Não dá pra saber quem vai ler, por exemplo. Antes, certeza que seria o irmão bisbilhoteiro, pronto pra encontrar o que fosse pra fazer chantagem em troca do seu segredo bem guardado. Hoje é um mistério. E sim, eu voltei a criar um blog. Porque eu sinto falta de escrever, nem que seja alguma coisa que só faça sentido pra mim e pra mais ninguém. Escrever é como um encontro entre eu e eu mesma, é uma maneira de me enxergar de ‘fora’, uma terapia. Aqui é o lugar onde ficarão os meus pensamentos, as minhas impressões e os meus sonhos escritos e detalhados. Ou nem tão detalhados assim. Aqui nasce o “O Instável Mundo da Juh”. Divirta-se!

 

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