Pronto, falei!

 

Quantas vezes eu já me senti sozinha nessa vida. Muitas vezes, muitas noites, muitos dias. Hoje é exatamente um dia assim. A solidão já apareceu quando eu tava sozinha, mas também já deu as caras quando tinha muita gente perto. Naquele momento quando você olha pro lado e vê que ali tem diversas pessoas procurando coisas, que nem elas sabem ao certo o que é. E nenhuma capaz de oferecer nada a você ou a quem quer que seja. Só sabem pedir e receber. Quantas vezes eu não procurei alguém precisando absurdamente ouvir um conselho e no final acabei dando um. Não é todo mundo que para pra escutar, que quer escutar. Todos querem falar, falar e falar. Agem como se só eles existissem, ninguém mais. Ei, eu tô aqui! Me escuta! Eu não sou descartável. Eu tenho meu valor, sim. Mas cadê que alguém vê? E quando você percebe que não tem mais serventia pros outros, se vê sozinha assim.
Acredito que nesse mundo a única pessoa com quem eu posso contar realmente sou eu mesma. Talvez nem possa contar tanto assim. E quer saber? Eu também sou humana, eu também sou egoísta e eu também quero ser ouvida sem ter que escutar lamentos de ninguém. Eu também estou bem preocupada com meu próprio umbigo. Por fim, eu sou igual a todo mundo a quem eu critico. Tudo farinha do mesmo saco.

-Juliana Bassan Ayon

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Pois é…

Para ler ouvindo:
Eu já tive um número incontável de blogs que não deram certo. Sempre pessoais, com as minhas impressões do mundo, das coisas e das pessoas. Os primeiros ninguém nunca lia, porque eu nunca mostrava. O último eu divulguei e pasmem, descobri que tinha gente que gostava do que eu escrevia. E percebi que finalmente eu tinha descoberto alguma coisa que eu fazia bem. Mas ele durou pouco já que depois que uma nuvenzinha de chuva, raios e tempestade se instalar na minha vida desde o começo do ano, a minha vontade de escrever e a tão querida inspiração desapareceram e eu deletei o blog. Mas escrever é uma coisa que eu adoro. E que me faz bem ao extremo. Desde que eu me conheço por gente eu gosto de escrever, escrever e escrever. Mesmo se for pra depois rasgar o papel em mil pedacinhos pra não deixar vestígios. Só que o que anos atrás ficava trancafiado dentro de cadernos velhos que se perdiam depois de faxinas gerais no quarto, ou que eram impiedosamente rasgados e jogados na lixeira, agora podem ficar aqui, pra todo mundo ver (ou não!) e é isso que faz a coisa ficar mais interessante, até. Não dá pra saber quem vai ler, por exemplo. Antes, certeza que seria o irmão bisbilhoteiro, pronto pra encontrar o que fosse pra fazer chantagem em troca do seu segredo bem guardado. Hoje é um mistério. E sim, eu voltei a criar um blog. Porque eu sinto falta de escrever, nem que seja alguma coisa que só faça sentido pra mim e pra mais ninguém. Escrever é como um encontro entre eu e eu mesma, é uma maneira de me enxergar de ‘fora’, uma terapia. Aqui é o lugar onde ficarão os meus pensamentos, as minhas impressões e os meus sonhos escritos e detalhados. Ou nem tão detalhados assim. Aqui nasce o “O Instável Mundo da Juh”. Divirta-se!

 

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