apego

Eu tenho três caixas onde guardo as minhas bijouterias. Mas confesso, as que mais uso quase não vêem essas caixas; elas ficam por cima de móveis, aparadores, bancadas e vez ou outra eu perco parte delas. Tenho vários brincos que um dia eram pares e hoje estão solitários. Porém isso nunca foi um problema, pois eu sempre combinei os solitários entre si e formava pares diferenciados. E entre anéis, pingentes, colares, pulseiras e correntes, essas caixas se transformam em um depósito de lembranças. Eu guardo muitas coisas que tem valor sentimental. Nunca tive esse apego com roupas, mas com esses badulaques as coisas mudam. É quase uma caixa de relíquias, porque por mais que eu saiba que não vou usar tudo, dá um certo conforto saber que estão ali. Eu juro que consigo contar uma história pra cada peça que está ali, mas algumas histórias com o tempo deixam de fazer sentido. E daí é hora de se despedir. E por isso de tempos em tempos eu faço uma limpa nessas caixas, pra tirar dali o que não se encaixa mais no meu estilo e na minha vida. Hoje eu joguei muita coisa fora; brincos sem par, anéis sem pedra, correntes sem pingente… Eram muitas peças quebradas que eu não ia consertar mesmo. Então guardar pra quê? E isso é como certas coisas na nossa vida. A gente guarda ali ocupando espaço um tempão e nunca vão fazer bem ou serem úteis. Então é hora de desapegar e deixar ir. Já outras não vão sair daqui tão cedo. Algumas coisas que estão aqui faz tempo ainda permanecerão por outros tantos anos. Como uma pedra de um anel que era da minha mãe, um brinco que era da minha irmã, um broche que ganhei da minha cunhada, um colar que eu ganhei do meu marido na nossa primeira viagem juntos… As minhas caixas de bijouterias nunca serão só caixas de bijouterias, elas sempre serão contadoras de histórias. E é bom que continue assim.
-Juh, apegada desapegando.
@oinstavelmundodajuh

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O que deixar.

Quando eu tinha 10 anos eu queria logo ter 15 porque eu odiava ser tratada como criança. Quando cheguei nos 15 eu percebi que ser adolescente não era como eu imaginava, que era terrível se ver no próprio corpo, e queria ter logo 20 pra daí poder ser dona do meu nariz e de mim. Quando chegou os 20 eu percebi que eu não tinha ideia nenhuma do que estava fazendo nesse mundo e rezei pros 25 chegarem logo e eu me encontrar. E os 25 chegaram e neles eu me perdi mais do que me encontrei; só trabalhava, pagava contas e dormia nas horas vagas. Daí vieram os 30, a idade que a gente imagina que estaremos plenos em todas as áreas da vida, e foi quando eu me senti insana e completamente desestabilizada por causa de duas hérnias na coluna. E comecei a questionar meu rumo, meus caminhos e meus medos.
Eu ainda não sei o que a vida é e nem o que eu sou na vida. E talvez eu chegue nos 35, 40 anos e ainda assim não descubra. Mas eu tenho tentado ser alguma coisa além de toda a minha mediocridade de antes. Conforme a gente cresce vamos acreditando que uma hora vai acontecer uma mágica e que finalmente tudo vai se encaixar e começar a dar certo. E isso nunca acontece. E daí assim a gente vai adiando as coisas, esperando o milagre. Mas o fato é que nunca está bom do jeito que estamos. A gente sempre espera mais e enquanto espera o que nunca acontece, não vive o que poderia ter vivido. E não percebe que a mágica está no hoje, no perder antes de ganhar, no sofrer um pouco pra evoluir, no se perder pra se encontrar. E não vemos que pode ser que o amanhã nem chegue a existir, que a idade que a gente espera que seja milagrosa pode nunca chegar. Eu não economizo mais palavras e tenho dito muito a quem eu gosto o que penso e o que sinto. Não economizo mais nem roupa, nem louça. Não vou guardar nada pra uma ocasião especial porque a ocasião especial é hoje. Se eu estiver afim vou de jaqueta de paetê na padaria. Se eu quiser, como sucrilhos no prato chique de sopa do aparelho de jantar. Se der vontade, tomo água na taça de cristal. Vou usar tudo antes de morrer, vou ser tudo o que eu quiser ser antes de partir. Porque eu não posso escolher o que levar dessa vida. Mas eu posso escolher o que deixar.
– Juliana Bassan Ayon

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Melancolia

Fim de domingo, Faustão na tv. Aquela melancolia que nos apetece por conta do final de semana acabando, aquele friozinho na barriga avisando que a segunda tá aí, aquela sensação que a gente carrega desde sempre de que o final do domingo é sinônimo de tristeza porque a semana está começando. Mas o que é que tem nessa nova semana que faz com que ela seja tão temida antes mesmo de começar? Qual é o problema no que faremos durante a semana que nos causa essa sensação? Não sei se isso tudo é real ou se estamos fadados a absorver as sensações alheias e assim viramos todos haters da segunda-feira. Como se o começo da semana fosse um ir para a força, um corredor da morte. Como se nossa vida fosse um eterno martírio que ninguém quer viver. Como se fôssemos todos prisioneiros voltando do banho de sol pra dentro de nossas celas cinzentas e geladas. Isso é triste. Talvez a solução seja mudar o foco, mudar os hábitos. Pelo vale a pena acordar? O que te faz ter vontade de sair da cama? Quais são seus ideais? Pelo que você luta? O que você tem feito pra ser a diferença no mundo em que você vive? Quem dita as regras da sua vida, você ou os outros?

– Juliana Bassan Ayon

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discrepância

para ler ouvindo: Under The Bridge – RHCP

A chuva caía mansinha, melancólica e serena, contrastando com o cinza escuro do céu carregado de água, numa ferocidade pronta pra ser tempestade. E eu me vi exatamente como o céu; cinza e enfurecida por dentro, mas tranquila e fleumática por fora. Eu gosto de grandes contrastes, mas não gosto deste. E talvez seja porque esse contraste pareça demasiadamente comigo. E é de certa forma perturbador se ver tão nitidamente assim.
Andei a longos passos até encontrar um lugar pra me abrigar do frio daqueles pingos cortantes, mas não corri. Hoje é um dia daqueles que não tenho pressa de chegar. Tenho pra onde ir, mas não queria. Desejei ter o poder de segurar o relógio. Não queria ver ninguém, mas precisava. Até que o inevitável aconteceu e eu tive que encarar. Mais uma vez dei o meu melhor, me entreguei, mas não valeu a pena. Vai trouxa, pensei. Por fora disfarçadamente o sorriso amarelo e amigável, por dentro um vulcão em erupção pronto pra briga. Mas de que adianta? Pessoas cruéis estão por todos os lugares, muitas vezes disfarçados e dissimulados. É inevitável o confronto e as feridas abertas. Volto pra casa sozinha e abro um vinho pra me fazer companhia. Que raio de gente é essa? Ligo o rádio e está tocando uma das minhas músicas favoritas. Respiro fundo. Ela diz sobre como foi meu dia hoje, eu e a cidade, sozinhas e chorando. Choro de novo ouvindo a música, mas ali naquele momento tenho uma certeza: por mais dolorido que seja, eu não vou me abalar. O que coisas como essa me ensinaram é que as pessoas só oferecem aquilo que possuem, as atitudes são reflexo do que são. Mesmo retalhada eu ainda escolho refletir amor.
– Juliana Bassan Ayon

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da saudade

De tudo dá saudade
da voz
do calor
do olhar
Dá saudade
da risada que não será mais ouvida
do abraço que não será mais sentido
da vida que não será mais vivida
Dá saudade
das bagunças que a gente faria
dos rumos que a vida tomaria
daquilo que eu me tornaria
Dá saudade
do que a ausência impediu de realizar
do que o partir impediu de existir
do que o morrer impediu de viver
Um detalhe
Um segundo
Um sorriso
Me dá saudade,
tenho muita saudade
– Juh, cheia de saudade

30 de Janeiro, dia da Saudade

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Feliz 2018!

trilha sonora: Piloto Automático – Supercombo

“eu devia sorrir mais
abraçar meus pais
viajar o mundo e socializar
nunca reclamar, só agradecer
tudo o que vier eu fiz por merecer”

Coração moleem vida duratanto choraaté que cura.

 

O ano novo chegou e com ele a esperança de um novo recomeço.
A gente sempre coloca um peso grande em datas como se apenas a mudança do relógio fizesse uma mágica poderosa transformadora de vida e que no minuto seguinte todos os problemas sumissem e tudo fosse começar a ficar bem.
Só que não adianta usar roupa branca pedindo por paz, se não soubermos Ser paz. A mágica não acontece de fora pra dentro, mas sim de dentro pra fora. Se a gente não plantar bons frutos, a colheita não vai ser boa. Não que assim a gente vá conseguir evitar que coisas ruins aconteçam, porque elas vão acontecer independente do quanto não quisermos. Mas depende de nós a maneira que iremos ver e como vamos enfrentar esse problema.
2017 foi um ano difícil, mas foi um ano excelente do ponto de vista do quanto eu aprendi e cresci como pessoa. E é isso que eu desejo pra esse novo ano. Que todos nós tenhamos sabedoria pra aprendermos sempre mais. Que estejamos sempre em evolução. Que a cada dia sejamos pessoas melhores. Que a gente tenha mais amor e mais respeito pelo próximo. Que a gente tenha mais empatia. Que a gente não tenha medo de contestar o que está errado e que não nos calemos perante as injustiças. Que a gente mude dentro, pra transformar por fora. E que a gente lute juntos por um mundo mais justo e por uma vida melhor. Vamos ser a melhor parte desse novo ano.
Feliz 2018!

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Sobre corações partidos e os partidores de corações.

trilha sonora: Turn Back Time – Aqua
“Claim your right to see the truth
Though my pangs of conscience,
Will drill a hole in you”

M (2)

 

 

Na primeira vez meu coração partiu em dois.

E doeu.

Na segunda quebrou em doze pedaços.

E doeu um pouco mais.

Na terceira os cacos foram tantos e tão pequenos que parei de contar.

E não parei de chorar.

E veio a quarta, quinta vez…

Sangrei, gritei, superei.

E mesmo a contragosto me acostumei.

Alguns pedaços colei de volta no lugar.

Outros nunca mais encontrei.

Algumas feridas cicatrizaram bem.

Outras deixaram marcas até hoje.

E meu coração todo remendado sobreviveu.

Mas quantos corações eu já parti?

Quantas vezes entrei sem a intenção de ficar?

Somos todos donos de corações partidos.

E somos todos partidores de corações.

Histórias inacabadas e momentos inapropriados.

Uma novela, uma tragédia.

Um filme sem desfecho, um livro sem final feliz.

Já sentimos e já causamos dor.

Somos o vírus e o remédio.

A doença e a cura.

Tudo depende do ponto de vista do narrador.

– Juliana Bassan Ayon

 

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o inesperado.

trilha sonora: Under Pressure – Queen & David Bowie 
“Can’t we give ourselves one more chance?
Why can’t we give love that one more chance?”
M (2)
Fogos, barulho, festa. Ano novo e geral ali comemorando na praia a chegada de 2017. Eu estava em pé na areia, olhando o mar, sentindo os pingos de chuva ensoparem aos poucos o meu cabelo e as minhas roupas. Lembrei que não tinha tirado o sapato e peguei nas mãos antes que estragasse. Finalmente tinha acabado, finalmente era ano novo, parecia que eternamente seria 2016. Eu desejei uma sensação de alívio, de libertação. Mas a angústia continuava ali. E eu não me aguentei e chorei.
 
No primeiro minuto do ano eu chorei feito um bebê. Minhas lágrimas molhavam o meu rosto e iam se misturando com a água da chuva, deixando a cara lambuzada. Graças a chuva eu consegui disfarçar por um tempo a choradeira, só que não teve jeito e a cara vermelha me entregou. Fui flagrada no meu primeiro descontrole do ano.
 
Essa virada não teve trilha sonora, como todos os outros anos. Foi só silêncio e soluço. E nem 10 minutos depois da virada eu voltei pro apartamento porque só queria colocar pijama e dormir. Atravessei a avenida de cabeça baixa, sem olhar pra nenhum lado. Na rua seguinte um carro parou devagarzinho bem perto de mim e percebi que o motorista me olhava com a testa franzida, talvez se perguntando o motivo do meu choro. Abaixei a cabeça e continuei andando, envergonhada, tentando esconder o rosto das outras pessoas que passavam por mim e tentando não escancarar a minha fraqueza e assim evitar de ser julgada. Virei a esquina e passei no meio de algumas pessoas que estavam indo para a praia e senti uma mão segurando meu braço. Olhei buscando um rosto familiar e vi uma senhora desconhecida. Ela me disse sorrindo: “Ô moça, não chora não.” Me puxou pra um abraço e me desejou feliz ano novo. E complementou o abraço dizendo: “Não faço ideia do que é que tá te fazendo chorar, mas vai passar, vai ficar tudo bem.” Eu desabei na frente daquela senhora desconhecida na rua. O nariz entupiu, o choro escorreu mais ainda. Eu acenei com a cabeça, embora na hora não acreditasse que ficaria tudo bem, e no reflexo tirei meu braço da mão dela e depois saí correndo feito bicho assustado pra casa. Eu só queria fugir da realidade mergulhando a cara no travesseiro e foi o que eu fiz. Mas esse foi o primeiro gesto bom de alguém pra mim em 2017, foi minha absolvição. E aquela senhora nem imagina que aquele abraço salvou meu dia.  
 
Daí hoje tava lembrando desse abraço inesperado e dessa senhora desconhecida. De empatia e de como podemos fazer a diferença na vida dos outros. Porque agora está ficando tudo bem, como se ela tivesse feito uma profecia. As coisas estão começando a ficar bem de novo. No conforto do abraço de uma desconhecida veio a minha sentença. E, mesmo sem conhecer a minha história, ela acertou.
 
Vai passar. Uma hora tinha que passar. E vai ficar tudo bem.
 
– Juh, até que enfim bem.


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ano novo, de novo.

para ler ouvindo: Let It Be – The Beatles

quem diria

2015 foi um ano tenso, atropelado, cansativo. E eu surtei muito em 2015. Foi difícil passar por ele, tive dores horrorosas, mas quando acabou e 2016 chegou, me encheu de esperança de que tudo ficaria melhor. Porque parecia que nenhum ano poderia ser pior do que aquele que tinha acabado.

Mas daí foi tombo atrás de tombo de novo. Uma avalanche de coisas acontecendo, todas ao mesmo tempo, colocando em xeque a minha sanidade. Muitas vezes eu me vi sem saída. Muitos dias eu tentei ser positiva, bem daquele jeito que as frases de auto ajuda nos ensinam (algumas que eu mesma já escrevi e postei aqui, inclusive), mas na vida real só boa intenção não vale de nada. Alguns dias são como um caminhão de merda despejados na nossa cabeça e nem a pessoa mais positiva e calma do mundo iria ficar de boa ou ver algo bom nisso. E nesses casos essas frases parecem só piada. Eu sentia como se o resto do mundo tivesse um super poder de transformar toda a merda em ouro, menos eu que afundava cada vez mais.

Mas a diferença é que em 2016 eu não surtei como em 2015. Eu me mantive calma, fui resiliente e tive fé. Eu chorei, eu me isolei, mas eu não deixei de acreditar um dia sequer. Todo dia eu cresci um pouco, todo dia eu tentei ver com os olhos dos outros e não julgar, eu tentei ser melhor como pessoa, tentei ser melhor pro mundo e torci também pro dia seguinte ser melhor que o anterior. Teve dias que eu acertei. E teve dias que errei feio. Eu aprendi que naqueles dias que a merda toda cai na nossa cabeça não adianta fazer nada além de esperar. E que, olha só, às vezes a merda vira adubo. A vida é irônica e eu aprendi a rir das ironias da vida. E sei que apesar de tudo, mesmo depois de tantos tombos, eu fui e sou muito abençoada. E hoje eu entendo que eu só consegui enfrentar tão bem 2016 graças ao que eu enfrentei e aprendi em 2015. E descobri que realmente nada nessa vida é somente acaso.

No meio do caos também aconteceram coisas boas; pessoalmente, na família, no amor, no trabalho. Abri mão de algumas coisas por causa de outras, aprendi a desapegar, a deixar ir o que não me pertence. Acreditei em pessoas que depois provaram que não eram dignas de cofiança, mas aprendi a tentar entender e consegui perdoar. Nesse ano tive 3 poemas meus publicados no livro ‘Antologia Poética’ do projeto Senhoras Obscenas, mas não pude ir ao lançamento e chorei sozinha de orgulho e frustração. Perdi muito, mas ganhei o suficiente. E isso me fez ver as coisas e a vida de outro jeito. E que talvez esses dois anos que eu estava considerando como os piores da minha vida tenham sido na verdade os melhores. Porque eles tiraram tudo do lugar, da zona de conforto, fizeram bagunça pra caralho. E me fizeram melhor.

E o que eu espero de 2017 é tentar fazer da vida menos doída, menos pesarosa, independente da quantidade de tombos. Tanto pra mim quanto pra quem está perto de mim. Quero ser uma pessoa melhor. Melhor pra mim, pros outros e pro mundo, dentro das minhas limitações e defeitos. Agradecer mais e não reclamar tanto. Fazer valer a pena. Gastar tempo e estar junto de quem realmente importa. Porque a única certeza é que a vida é curta e estamos aqui só de passagem. E devíamos aproveitar melhor a estadia.

Feliz 2017 pra todos vocês! Que em 2017 sejamos o melhor de nós mesmos. ♡

– Juh, na luta pra ser melhor.

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das coisas cotidianas tristes que vejo acontecer todo dia.

trilha sonora: Stop – Spice Girls

“Stop right now, thank you very much / I need somebody with the human touch”

 

Um dia duas pessoas se conhecem e dá aquele boom, rola aquela atração imediata e eles começam a se ver com mais frequência. Se sentem conectados.

E se apaixonam.

Começam a namorar e fazer planos. Tudo parece perfeito.

No começo é tudo lindo, até os defeitos. Mas passada a euforia inicial, algumas coisas começam a incomodar.

A parte de personalidade dominante começa a exigir demais e tenta mudar o outro.

Corta esse cabelo. Não gosto dessa roupa. Não curto a sua turma.

Daí a pessoa é tão podada e controlada que, querendo agradar o outro, deixa de ser ela mesma.
E ops, vem o perigo.

Cabô identidade.

Daí sem identidade a personalidade dominante não vê mais ali o motivo de ter se apaixonado. E a outra pessoa já não se vê mais em si mesma de tanto que mudou pra agradar.

Ele não se parece mais com o cara por quem me apaixonei. Ela era mais autêntica no começo do namoro. Nós não nos reconhecemos mais.

Cabô admiração. Cabô romance. Cabô amor.

E sabe o que sobra? Frustração, tristeza e solidão.

Porque existe sim beleza nos defeitos, nas peculiaridades. Existe beleza nos detalhes únicos que fazem de nós o que somos. Nos nossos gostos, nas nossas preferências.

E nessa os dois lados saem perdendo. Porque ao invés de somar, subtraem.

Não seja esse tipo de pessoa. Não faça do seu relacionamento uma prisão. Não se deixe prender.

Porque quando é de verdade, a pessoa pode ter o mundo todo pra voar, mas vai preferir pousar ao seu lado. Não precisamos de gaiolas quando podemos voar juntos. ♡

-Juh, tentando todo dia ser mais soma do que subtração.

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