Feliz 2018!

trilha sonora: Piloto Automático – Supercombo

“eu devia sorrir mais
abraçar meus pais
viajar o mundo e socializar
nunca reclamar, só agradecer
tudo o que vier eu fiz por merecer”

Coração moleem vida duratanto choraaté que cura.

 

O ano novo chegou e com ele a esperança de um novo recomeço.
A gente sempre coloca um peso grande em datas como se apenas a mudança do relógio fizesse uma mágica poderosa transformadora de vida e que no minuto seguinte todos os problemas sumissem e tudo fosse começar a ficar bem.
Só que não adianta usar roupa branca pedindo por paz, se não soubermos Ser paz. A mágica não acontece de fora pra dentro, mas sim de dentro pra fora. Se a gente não plantar bons frutos, a colheita não vai ser boa. Não que assim a gente vá conseguir evitar que coisas ruins aconteçam, porque elas vão acontecer independente do quanto não quisermos. Mas depende de nós a maneira que iremos ver e como vamos enfrentar esse problema.
2017 foi um ano difícil, mas foi um ano excelente do ponto de vista do quanto eu aprendi e cresci como pessoa. E é isso que eu desejo pra esse novo ano. Que todos nós tenhamos sabedoria pra aprendermos sempre mais. Que estejamos sempre em evolução. Que a cada dia sejamos pessoas melhores. Que a gente tenha mais amor e mais respeito pelo próximo. Que a gente tenha mais empatia. Que a gente não tenha medo de contestar o que está errado e que não nos calemos perante as injustiças. Que a gente mude dentro, pra transformar por fora. E que a gente lute juntos por um mundo mais justo e por uma vida melhor. Vamos ser a melhor parte desse novo ano.
Feliz 2018!

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Sobre corações partidos e os partidores de corações.

trilha sonora: Turn Back Time – Aqua
“Claim your right to see the truth
Though my pangs of conscience,
Will drill a hole in you”

M (2)

 

 

Na primeira vez meu coração partiu em dois.

E doeu.

Na segunda quebrou em doze pedaços.

E doeu um pouco mais.

Na terceira os cacos foram tantos e tão pequenos que parei de contar.

E não parei de chorar.

E veio a quarta, quinta vez…

Sangrei, gritei, superei.

E mesmo a contragosto me acostumei.

Alguns pedaços colei de volta no lugar.

Outros nunca mais encontrei.

Algumas feridas cicatrizaram bem.

Outras deixaram marcas até hoje.

E meu coração todo remendado sobreviveu.

Mas quantos corações eu já parti?

Quantas vezes entrei sem a intenção de ficar?

Somos todos donos de corações partidos.

E somos todos partidores de corações.

Histórias inacabadas e momentos inapropriados.

Uma novela, uma tragédia.

Um filme sem desfecho, um livro sem final feliz.

Já sentimos e já causamos dor.

Somos o vírus e o remédio.

A doença e a cura.

Tudo depende do ponto de vista do narrador.

– Juliana Bassan Ayon

 

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o inesperado.

trilha sonora: Under Pressure – Queen & David Bowie 
“Can’t we give ourselves one more chance?
Why can’t we give love that one more chance?”
M (2)
Fogos, barulho, festa. Ano novo e geral ali comemorando na praia a chegada de 2017. Eu estava em pé na areia, olhando o mar, sentindo os pingos de chuva ensoparem aos poucos o meu cabelo e as minhas roupas. Lembrei que não tinha tirado o sapato e peguei nas mãos antes que estragasse. Finalmente tinha acabado, finalmente era ano novo, parecia que eternamente seria 2016. Eu desejei uma sensação de alívio, de libertação. Mas a angústia continuava ali. E eu não me aguentei e chorei.
 
No primeiro minuto do ano eu chorei feito um bebê. Minhas lágrimas molhavam o meu rosto e iam se misturando com a água da chuva, deixando a cara lambuzada. Graças a chuva eu consegui disfarçar por um tempo a choradeira, só que não teve jeito e a cara vermelha me entregou. Fui flagrada no meu primeiro descontrole do ano.
 
Essa virada não teve trilha sonora, como todos os outros anos. Foi só silêncio e soluço. E nem 10 minutos depois da virada eu voltei pro apartamento porque só queria colocar pijama e dormir. Atravessei a avenida de cabeça baixa, sem olhar pra nenhum lado. Na rua seguinte um carro parou devagarzinho bem perto de mim e percebi que o motorista me olhava com a testa franzida, talvez se perguntando o motivo do meu choro. Abaixei a cabeça e continuei andando, envergonhada, tentando esconder o rosto das outras pessoas que passavam por mim e tentando não escancarar a minha fraqueza e assim evitar de ser julgada. Virei a esquina e passei no meio de algumas pessoas que estavam indo para a praia e senti uma mão segurando meu braço. Olhei buscando um rosto familiar e vi uma senhora desconhecida. Ela me disse sorrindo: “Ô moça, não chora não.” Me puxou pra um abraço e me desejou feliz ano novo. E complementou o abraço dizendo: “Não faço ideia do que é que tá te fazendo chorar, mas vai passar, vai ficar tudo bem.” Eu desabei na frente daquela senhora desconhecida na rua. O nariz entupiu, o choro escorreu mais ainda. Eu acenei com a cabeça, embora na hora não acreditasse que ficaria tudo bem, e no reflexo tirei meu braço da mão dela e depois saí correndo feito bicho assustado pra casa. Eu só queria fugir da realidade mergulhando a cara no travesseiro e foi o que eu fiz. Mas esse foi o primeiro gesto bom de alguém pra mim em 2017, foi minha absolvição. E aquela senhora nem imagina que aquele abraço salvou meu dia.  
 
Daí hoje tava lembrando desse abraço inesperado e dessa senhora desconhecida. De empatia e de como podemos fazer a diferença na vida dos outros. Porque agora está ficando tudo bem, como se ela tivesse feito uma profecia. As coisas estão começando a ficar bem de novo. No conforto do abraço de uma desconhecida veio a minha sentença. E, mesmo sem conhecer a minha história, ela acertou.
 
Vai passar. Uma hora tinha que passar. E vai ficar tudo bem.
 
– Juh, até que enfim bem.


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ano novo, de novo.

para ler ouvindo: Let It Be – The Beatles

quem diria

2015 foi um ano tenso, atropelado, cansativo. E eu surtei muito em 2015. Foi difícil passar por ele, tive dores horrorosas, mas quando acabou e 2016 chegou, me encheu de esperança de que tudo ficaria melhor. Porque parecia que nenhum ano poderia ser pior do que aquele que tinha acabado.

Mas daí foi tombo atrás de tombo de novo. Uma avalanche de coisas acontecendo, todas ao mesmo tempo, colocando em xeque a minha sanidade. Muitas vezes eu me vi sem saída. Muitos dias eu tentei ser positiva, bem daquele jeito que as frases de auto ajuda nos ensinam (algumas que eu mesma já escrevi e postei aqui, inclusive), mas na vida real só boa intenção não vale de nada. Alguns dias são como um caminhão de merda despejados na nossa cabeça e nem a pessoa mais positiva e calma do mundo iria ficar de boa ou ver algo bom nisso. E nesses casos essas frases parecem só piada. Eu sentia como se o resto do mundo tivesse um super poder de transformar toda a merda em ouro, menos eu que afundava cada vez mais.

Mas a diferença é que em 2016 eu não surtei como em 2015. Eu me mantive calma, fui resiliente e tive fé. Eu chorei, eu me isolei, mas eu não deixei de acreditar um dia sequer. Todo dia eu cresci um pouco, todo dia eu tentei ver com os olhos dos outros e não julgar, eu tentei ser melhor como pessoa, tentei ser melhor pro mundo e torci também pro dia seguinte ser melhor que o anterior. Teve dias que eu acertei. E teve dias que errei feio. Eu aprendi que naqueles dias que a merda toda cai na nossa cabeça não adianta fazer nada além de esperar. E que, olha só, às vezes a merda vira adubo. A vida é irônica e eu aprendi a rir das ironias da vida. E sei que apesar de tudo, mesmo depois de tantos tombos, eu fui e sou muito abençoada. E hoje eu entendo que eu só consegui enfrentar tão bem 2016 graças ao que eu enfrentei e aprendi em 2015. E descobri que realmente nada nessa vida é somente acaso.

No meio do caos também aconteceram coisas boas; pessoalmente, na família, no amor, no trabalho. Abri mão de algumas coisas por causa de outras, aprendi a desapegar, a deixar ir o que não me pertence. Acreditei em pessoas que depois provaram que não eram dignas de cofiança, mas aprendi a tentar entender e consegui perdoar. Nesse ano tive 3 poemas meus publicados no livro ‘Antologia Poética’ do projeto Senhoras Obscenas, mas não pude ir ao lançamento e chorei sozinha de orgulho e frustração. Perdi muito, mas ganhei o suficiente. E isso me fez ver as coisas e a vida de outro jeito. E que talvez esses dois anos que eu estava considerando como os piores da minha vida tenham sido na verdade os melhores. Porque eles tiraram tudo do lugar, da zona de conforto, fizeram bagunça pra caralho. E me fizeram melhor.

E o que eu espero de 2017 é tentar fazer da vida menos doída, menos pesarosa, independente da quantidade de tombos. Tanto pra mim quanto pra quem está perto de mim. Quero ser uma pessoa melhor. Melhor pra mim, pros outros e pro mundo, dentro das minhas limitações e defeitos. Agradecer mais e não reclamar tanto. Fazer valer a pena. Gastar tempo e estar junto de quem realmente importa. Porque a única certeza é que a vida é curta e estamos aqui só de passagem. E devíamos aproveitar melhor a estadia.

Feliz 2017 pra todos vocês! Que em 2017 sejamos o melhor de nós mesmos. ♡

– Juh, na luta pra ser melhor.

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das coisas cotidianas tristes que vejo acontecer todo dia.

trilha sonora: Stop – Spice Girls

“Stop right now, thank you very much / I need somebody with the human touch”

 

Um dia duas pessoas se conhecem e dá aquele boom, rola aquela atração imediata e eles começam a se ver com mais frequência. Se sentem conectados.

E se apaixonam.

Começam a namorar e fazer planos. Tudo parece perfeito.

No começo é tudo lindo, até os defeitos. Mas passada a euforia inicial, algumas coisas começam a incomodar.

A parte de personalidade dominante começa a exigir demais e tenta mudar o outro.

Corta esse cabelo. Não gosto dessa roupa. Não curto a sua turma.

Daí a pessoa é tão podada e controlada que, querendo agradar o outro, deixa de ser ela mesma.
E ops, vem o perigo.

Cabô identidade.

Daí sem identidade a personalidade dominante não vê mais ali o motivo de ter se apaixonado. E a outra pessoa já não se vê mais em si mesma de tanto que mudou pra agradar.

Ele não se parece mais com o cara por quem me apaixonei. Ela era mais autêntica no começo do namoro. Nós não nos reconhecemos mais.

Cabô admiração. Cabô romance. Cabô amor.

E sabe o que sobra? Frustração, tristeza e solidão.

Porque existe sim beleza nos defeitos, nas peculiaridades. Existe beleza nos detalhes únicos que fazem de nós o que somos. Nos nossos gostos, nas nossas preferências.

E nessa os dois lados saem perdendo. Porque ao invés de somar, subtraem.

Não seja esse tipo de pessoa. Não faça do seu relacionamento uma prisão. Não se deixe prender.

Porque quando é de verdade, a pessoa pode ter o mundo todo pra voar, mas vai preferir pousar ao seu lado. Não precisamos de gaiolas quando podemos voar juntos. ♡

-Juh, tentando todo dia ser mais soma do que subtração.

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sobre a sensação de não pertencer.

Para ler ouvindo: Creep – Radiohead

“What the hell am I doing here?
I don’t belong here.”

Eu nunca fui de multidões. Nunca gostei de aglomerações de gente e nem nunca fui a pessoa mais sociável e simpática do mundo. Eu sempre preferi ficar alheia no canto sozinha, só observando o mundo e as pessoas. Tenho o meu mundo particular e costumeiramente me escondo dentro dele. Por vezes é para me proteger, porque eu até gosto disso. Mas o mundo espera mais da gente e sempre foi bem difícil pra mim essa coisa de ser sociável. Eu casei com um cara que é a personificação do ser extrovertido e aprendi muito com ele. Eu me esforço, sabe? No começo sempre é mais difícil, mas depois quando já conheço melhor me abro que é uma beleza. Às vezes até demais. Mas tem dias que, por mais que eu me esforce, muita gente me dá pânico. E eu me jogo a força para dentro do meu mundo particular e não consigo sair.

Eu até posso estar entre amigos, conhecidos ou família. Com pessoas que em outras ocasiões tudo fluiu muito bem. Eu simplesmente travo, não consigo interagir. Me cansa tudo aquilo e me dá vontade de sair correndo e me isolar num canto. É como se todo o resto do mundo estivesse dentro de uma bolha e eu ali de fora olhando. E eu sinto não pertencer aquele lugar, nem aquela situação e nem a ninguém. Me sinto um nada, diferente, sozinha e isolada. A sacolinha voando sozinha e perdida em dia de tempestade.

Normalmente o escape vem de alguma atitude de alguém que me desagrada. Uma surpresa ruim. Um baque. Uma decepção. Uns tempos atrás, por imaturidade demais acredito, eu culpava os outros por isso. Achava que estava sendo jogada de lado ou injustiçada. Mas o fato é que ninguém tem nada a ver com isso. As pessoas são todas imperfeitas e eu não posso fazer nada a respeito. E enquanto todo esse conflito está dentro de mim, muita gente nem percebe o que está acontecendo. É como se desse um erro no sistema, uma pane nos neurônios e tudo ficasse confuso e eu ficasse alheia a tudo e a todos. Como se descolasse, desencaixasse. E, uma vez que só eu sei disso, só eu posso me ajudar. Tem dias que eu nem quero mesmo e fico ali bem de boa. Quando eu olho todo o resto do mundo de dentro da minha bolha imaginária eu consigo ter uma visão bem clara dos outros e da situação e isso me dá uma visão de mundo diferente e isso é bom. Mas tem vezes que é insuportável, sufocante. Como se todos os meus 31 anos tivessem sido vividos por outra pessoa que não eu. Como se tudo fosse um erro impossível de consertar. Eu tento voltar, mas dou com a cara no vidro. Me sinto uma peça avulsa sobrando no final depois que todo o quebra cabeça está montado porque sou parte de outro cenário, de outra paisagem. Porque não pertenço aquilo ali. Porque não pertenço a nada.

E hoje o que eu mais queria era pertencer.

– Juh, avulsa.

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dia do abraço.

Coisa boa da vida é abraço.
Abraço que aconchega, que aperta, que suporta.
Gosto de gente que abraça de verdade quando se encontra, seja depois de muito ou pouco tempo.
Que não fica com receio, que se entrega e se doa no abraço.
Que se faz entender no abraço.
Gosto de abraços que falam por si.
Por mais abraços apertados e verdadeiros.
Feliz dia do abraço! ♡

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aos pares.

trilha sonora: Dave Matthews Band-Love of my Life

Relacionamentos são complicados.
Se já somos complicados sozinhos, somos mais ainda aos pares.
A vida sozinho já não é fácil.
Ser uma boa companhia pra si mesmo
é um exercício diário de aprendizagem.
E pra ser boa companhia pra alguém
temos antes que ser boa companhia pra nós mesmos.
E se já é difícil Ser sozinho, que dirá Ser junto.
Não é fácil manter a individualidade se não deixar um pouco de lado o relacionamento.
Nem manter o relacionamento sem deixar um pouco de lado a individualidade.
Não é fácil chegar a um consenso, acertar a medida, ponderar.
Mas esse dia chega.
O deixar-se de lado deixa de existir.
Não existe mais subtração, só soma.
E quando tudo se equilibra, quando os dois lados se ajeitam, toda a complicação desaparece.
E fica tudo bem mais simples e divertido. ♡
– Juh, ponderando.

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ao infinito e mais além.

trilha sonora: “Are We All We Are” – Pink

“Open up and let it be”

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Fiquei ali cara a cara com o mar.
Olhando pra todo aquele tanto de água desaparecendo no horizonte.

Bravo, imenso e destemido.

Refletindo a beleza da natureza e os raios de sol.

Chegando explosivo nas pedras e voltando devagar e sereno pra dentro de si mesmo.

Fazendo bagunça, mas em seguida sendo calmaria.

Fazendo música.

Sendo poesia.

Queria ser como o mar.

Queria essa braveza toda.

Mas cá estou eu com a minha finitude.

Eu e os meus limites.

Eu e a minha falta de coragem.

Eu chegando explosiva sem saber encontrar a calmaria.

Sem saber voltar serena pra dentro de mim mesma.

Mas ainda dá tempo de aprender.

Um dia serei como o mar.

Um dia serei audaciosamente infinita.

– Juh, buscando o infinito e além.

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espetáculo.

Trilha Sonora: “To the Moon and Back” – Savage Garden

“she’s hanging all her hopes on the stars”

 

Tem dias que a gente parece ficar caçando motivos pra acreditar que a nossa vida é ruim. Sempre tem alguma coisa incomodando. Sempre tem alguma coisa que a gente coloca na lista de coisas que a gente queria mudar. Mas esquece das coisas boas e bonitas que tão ali todo dia e a gente nem dá atenção. Tanta coisa maravilhosa de graça nesse mundão e a gente aqui só dando audiência pras coisas erradas. A nossa vida é cheia de milagres diários, a gente só precisa aprender a reconhecê-los e a dar a devida importância que merecem.

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-Juh, curtindo a praia apaixonada, feliz e inspirada pelo show da lua no céu. ♡

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