Projeto Literário “Senhoras Obscenas”

Trilha sonora:  Poema de Hilda Hilst musicado por Zeca Baleiro, na voz de Ná Ozzetti

No mês passado eu tive a grata surpresa de receber uma mensagem da Adriana Caló me convidando para participar do projeto “Senhoras Obscenas” com um dos meus poemas. O canal vem com a intenção de trazer pra rede mulheres escritoras, que tenham suas obras publicadas ou não, e também divulgar o trabalho de grandes e talentosas escritoras que pouca gente conhece.

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ao infinito e mais além.

trilha sonora: “Are We All We Are” – Pink

“Open up and let it be”

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Fiquei ali cara a cara com o mar.
Olhando pra todo aquele tanto de água desaparecendo no horizonte.

Bravo, imenso e destemido.

Refletindo a beleza da natureza e os raios de sol.

Chegando explosivo nas pedras e voltando devagar e sereno pra dentro de si mesmo.

Fazendo bagunça, mas em seguida sendo calmaria.

Fazendo música.

Sendo poesia.

Queria ser como o mar.

Queria essa braveza toda.

Mas cá estou eu com a minha finitude.

Eu e os meus limites.

Eu e a minha falta de coragem.

Eu chegando explosiva sem saber encontrar a calmaria.

Sem saber voltar serena pra dentro de mim mesma.

Mas ainda dá tempo de aprender.

Um dia serei como o mar.

Um dia serei audaciosamente infinita.

– Juh, buscando o infinito e além.

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espetáculo.

Trilha Sonora: “To the Moon and Back” – Savage Garden

“she’s hanging all her hopes on the stars”

 

Tem dias que a gente parece ficar caçando motivos pra acreditar que a nossa vida é ruim. Sempre tem alguma coisa incomodando. Sempre tem alguma coisa que a gente coloca na lista de coisas que a gente queria mudar. Mas esquece das coisas boas e bonitas que tão ali todo dia e a gente nem dá atenção. Tanta coisa maravilhosa de graça nesse mundão e a gente aqui só dando audiência pras coisas erradas. A nossa vida é cheia de milagres diários, a gente só precisa aprender a reconhecê-los e a dar a devida importância que merecem.

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-Juh, curtindo a praia apaixonada, feliz e inspirada pelo show da lua no céu. ♡

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sinto o que escrevo ao pôr do sol

Trilha sonora: Vivaldi – Four Seasons (Winter)

 

“Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.”

trecho do poema “O Guardador de Rebanhos” de Fernando Pessoa



Porque em meio ao turbilhão que anda a minha vida, eu tive finalmente um pouco de paz. E a paz veio daqui, ó:

Como lembrar de coisa ruim nesse lugar? Impossível! <3
mais fotos aqui.
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o céu, a estrada e a correria da vida.

Trilha sonora: Scar Tissue – Red Hot Chili Peppers

 

Nessa correria de vida que a gente vive é difícil parar.
Faz quanto tempo que você não para pra olhar o céu?
Faz quanto tempo que você simplesmente não para e não faz nada além de contemplar a lindeza de mundo que a gente vive?
Faz tempo, eu sei.
E como a gente só corre, a vida também passa correndo.
E eu não quero me arrepender por só ter passado pela vida sem realmente vivê-la.
Vamos brincar de ver coisas e bichos e formatos nas nuvens?
Vamos voltar a ser crianças e nos divertir com pouca coisa?
Eu tô tentando. E você?
Vem junto? 😉

 – Juh, como sempre com um caso de amor com o céu. <3
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O Dia da Mulher e a hipocrisia.

Dia 08 de Março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. O dia da mulher surgiu por causa de mulheres que cansaram e resolveram lutar por uma vida melhor. As manifestações datam de 1908, 1910, 1911, 1913, 1917, 1960 em diversos lugares, mas todas com o mesmo objetivo: igualdade e melhores condições de trabalho (pra ler mais clique aqui). E em dezembro de 1977 esse dia foi adotado pelas Nações Unidas pra lembrar toda luta e conquista das mulheres. E hoje cá estamos nós celebrando o dia e nos deparando com lindas mensagens pra todas as mulheres nas redes sociais. Na teoria é tudo lindo, mas na prática a hipocrisia rola solta.

https://www.facebook.com/germana.zanettini
Hoje toda mulher recebe flores, toda mulher é guerreira, toda mulher é amada e admirada. Hoje o centro das atenções são as mulheres, hoje todos os esforços são reconhecidos, hoje todas somos mulheres maravilha. Mas isso não deveria ser só hoje. E tudo não deveria estar tão mergulhado em hipocrisia assim.
Porque eu não vejo muita coisa sincera aí, não. O que eu vejo hoje é aquele filho que destrata a mãe, que grita e que xinga, e que hoje chama ela de guerreira e dá parabéns por uma rede social qualquer e tá perdoado por tudo o que fez o ano inteiro. Vejo o marido que a semana toda chega em casa e fica largado no sofá, reclamando do jantar que a mulher fez ou de como a casa está bagunçada, que larga os filhos como responsabilidade toda da mulher, daquela mulher que trabalha fora como ele, mas que em casa tem que dar conta de tudo sozinha, daí ele hoje mandou um buquê de flores com um cartão bonitinho e opa, está tudo certo. Vejo as “amigas” que não perdem a oportunidade de falar o quanto a outra está gorda e que não se cuida, o quanto a fulana não deveria usar roupa curta porque vai ser julgada e chamada de biscate, ou o quanto a colega tá velha demais esperando pra ter filho, mandando lindas mensagens de “Parabéns, querida, você é maravilhosa”. Mas só hoje, tá? Porque no resto do ano você não se dá o respeito. E aposto que você também viu disso por aí. E, infelizmente, esses são só 3 exemplos.

E quer saber o que eu acho? Que perdeu todo o sentido. O que a gente tá comemorando é a luta pela igualdade, mas não é isso que eu vejo. Não tem igualdade, não tem respeito. Tem desigualdade salarial, tem padronização estética, tem assédio moral e sexual, tem culpabilização da vítima, tem falta de direito sobre o próprio corpo, tem revenge porn e discriminação de gênero. E é como se toda a gentileza de hoje apagasse os abusos do resto do ano. E não é assim que funciona! Eu acho pouco pras nós mulheres nos contentarmos com esses parabéns descarados de hoje. Que daí hoje é tudo lindo, mas no resto do ano somos obrigadas a aguentar toda uma sociedade nos dizendo como nos comportar, como nos vestir, quanto temos que pesar… Tá tudo muito errado!

E mulheres, parem de julgar as outras mulheres! A gente foi criada assim, eu sei. É difícil, é contraditório e eu mesma estou passando por isso. Mas a gente precisa questionar e não aceitar tudo como nos é imposto. Homens estranhos quando se encontram num churrasco depois de 10 minutos são amigos, mulheres se dividem em rodinhas e 10 minutos depois tão malhando o outro grupo. E sempre foi assim, desde o primário. Mulheres não se vêem como amigas, se enxergam como rivais. E olha, não sei se vocês sabem, mas estamos todas no mesmo barco. Somos julgadas, assediadas, discriminadas e estereotipadas todas da mesma forma. Deveríamos ser solidárias umas com as outras, mas muitas vezes ajudamos a disseminar fofocas, culpas e picuinhas. O machismo ta aí desde sempre e não vai sumir da noite pro dia. Mas está na hora de nós mulheres começarmos a mudar a maneira como nos vemos e nos unir pelo mesmo ideal. E termos orgulho de todas sermos mulheres.

Eu não quero chocolates, flores e bombons. Eu não quero homenagens mascaradas. Eu quero respeito e igualdade. Eu quero liberdade de decidir o que fazer e como levar a minha vida. Eu quero sim ser parabenizada pelas minhas conquistas. Mas sem hipocrisia.

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sunset love

No post anterior eu falei sobre como eu gosto de olhar o céu e sobre a sorte de hoje eu ir de encontro com o sol nascendo de manhã quando saio pra trabalhar e de ver ele se pondo quando volto pra casa no final do dia.
Essas fotos abaixo eu tirei num dia voltando do trabalho com o celular na garupa da moto. Não estão “óóó que fotos”, mas dá pra ver bem a lindeza que é a paisagem que eu vejo todo dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

E nos 15 minutos do percurso, eu mergulho dentro de mim olhando pro sol cansado indo embora. E é como se fosse um presente em forma de céu, porque minimiza todas as coisas ruins do dia e me faz acreditar que tudo vai ser melhor no dia seguinte.
tem mais fotos no meu flickr 😉

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o céu, o sol e as inspirações

Trilha sonora:
Eu sempre gostei de olhar o céu. Contemplar o céu, na verdade. Principalmente o nascente e o poente. Amo as cores, as texturas das nuvens, a brincadeira da luz do sol entre as transparências da nuvens e as nuances de cores diferentes que ficam no céu. É uma coisa que me acalma, que quando eu olho me dá uma paz interior difícil de explicar. A vida toda os meus caminhos pro trabalho eram opostos a direção em que o sol nasce e se põe. E depois que casei e me mudei pra minha casa, todos os dias saindo pro trabalho de manhã e voltando pra casa no final da tarde sou presenteada com paisagens que me tiram o fôlego. Hoje eu vou de cara pra eles e tenho o que sempre almejei. Me considero muito sortuda.

Daí dia desses uma dessas lindas paisagens inspirou essa foto:

a foto é da minha galeria no flickr

E tempos depois essa foto inspirou uma pintura em aquarela:

Eu ainda tô aprendendo a pintar e tô adorando! E adivinha o que eu mais gosto de pintar? Isso mesmo, o céu *-* Daí depois que comecei a pintar, eu vejo o céu como uma grande pintura mesmo. E fico olhando e pensando como seria passar pro papel, quais as nuances de cor, o azul clarinho por baixo, o amarelo por cima fazendo o reflexo do sol, o laranja avermelhado no horizonte… E só tenho uma certeza, que igual a essa perfeição da natureza nunca vou chegar aos pés. <3

 

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