Transbordando #Parcerias

transbordando

 

Ele chega de sopetão

e enche a vida de ardor

Bem aí nesse coração

chegou, enfim, o amor

E eu que já era completa

Agora transbordo felicidade ao teu lado

E tudo o que peço é que vire rotina

hoje, amanhã e pra todo o sempre

Somando o melhor de você e de mim

à tarde, à noite ou as duas da matina.

– Juliana Bassan Ayon e Sabrina Hoier

Parceria  “O Instável Mundo da Juh” & “O Amor entre Versos

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Projeto Literário “Senhoras Obscenas”

Trilha sonora:  Poema de Hilda Hilst musicado por Zeca Baleiro, na voz de Ná Ozzetti

No mês passado eu tive a grata surpresa de receber uma mensagem da Adriana Caló me convidando para participar do projeto “Senhoras Obscenas” com um dos meus poemas. O canal vem com a intenção de trazer pra rede mulheres escritoras, que tenham suas obras publicadas ou não, e também divulgar o trabalho de grandes e talentosas escritoras que pouca gente conhece.

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saudade sei lá de quê.

“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades… sei lá de quê!”

– Florbela Espanca, in “Carta no. 147”.

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sinto o que escrevo ao pôr do sol

Trilha sonora: Vivaldi – Four Seasons (Winter)

 

“Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.”

trecho do poema “O Guardador de Rebanhos” de Fernando Pessoa



Porque em meio ao turbilhão que anda a minha vida, eu tive finalmente um pouco de paz. E a paz veio daqui, ó:

Como lembrar de coisa ruim nesse lugar? Impossível! <3
mais fotos aqui.
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o que é amor?

 

 

 
 

 

“- Então Charlie Brown, o que é amor pra você?
– Em 1987 meu pai tinha um carro azul.
– Mas o que isso tem a ver com amor?
– Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir..
Acho que isso é amor!”
 
roubei descaradamente do facebook da Vânia
(mas juro que ela deixou :P)

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Primeiro olhei em teus olhos

 

 

Primeiro olhei em teus olhos
E vi, no fundo, a luz eterna.
Ofuscado, perdi minha escuridão.
E vi que isso era muito bom.
Depois uni minha boca
A tua boca – céu de estrelas-
E o verbo se fez paixão
Vi, novamente, que era bom…
Colei meu corpo ao teu:-
Braços enlaçados abraços,
Peito sobre peito, pernas juntas.
E alcancei o infinito e foi bom.
Tudo começou com um olhar
Furtivo e sem vontade lúcida
(Apenas um não se entender o amor)
Tornou-se alma dentro d’alma – e é bom!
– Antonio F. dos Santos Jr
Esse foi o poema que o Jorge escreveu na primeira carta que ele me enviou quando começamos a namorar, isso lá em 2002. ♥
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a arte traída

“Quantas vezes, no trabalho, me ocorre de súbito uma bela ideia, uma imagem rara ou versos inteiros prontos, e eu tenho de deixá-los de lado, porque o serviço não pode ser adiado! Subsequentemente, quando volto para casa e me recomponho e tento recordá-los, eles já se foram. E está certo que assim seja. É como se a Arte me dissesse: ‘Não sou nenhuma criada para que me enxotes quando eu me apresento nem para que me apresente quando me queiras. E se me renegas – miserável traidor – pela tua desprezível bela casa, pelas tuas desprezíveis boas roupas e pela tua desprezível posição social, contenta-te então com elas (mas como poderás?), e, nas poucas vezes em que eu aparecer e estiveres pronto para receber-me, posta-te diante da porta da tua casa à minha espera, como o deverias fazer todos os dias’.”

– Konstantinos Kaváfis

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