universos

Dos aprendizados mais difíceis de engolir: não podemos esperar das pessoas as atitudes que nós mesmos teríamos em determinadas situações. Ninguém é igual, somos todos universos diferentes, complexos e desconexos. Mas apesar da frustração, existe certa beleza nisso.

Juh, lixo espacial.

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Ato

Diz que me disse
daqui,
diz que me disse
dali.

Quem
conta
um
conto
aumenta
um ponto.

Mas não tem sido só um ponto,
é toda a acentuação conhecida.
É até a invenção de novos verbos.
Tentam encontrar um jeito
de justificar o que é injustificável.
Tentam a todo custo defender
pontos de vista difíceis de crer.
Conhecimento de que importa?
Se o banalizaram de tal forma
que questionam o consistente
e acreditam piamente no demente.
Todos acreditam em tudo
e ninguém questiona nada.
Estudam pelas fake news no facebook
e tiram dúvidas pelos grupos do whatsApp.

Questionam estudiosos

e aplaudem ignorantes.

Massa de manobra.
Gente que é povo e se esqueceu.
Que luta com unhas e dentes
pelo fim da democracia.
Sem se dar conta de que ele mesmo
terá que se render a supremacia.
Tristes aqueles que não entendem
que nunca mais lhe será dada a chance
de dizer o que sente e o que pensa.
Acreditam pensar por si mesmos
mas estão inteiramente influenciados.
E defendem bravamente
uma ideologia desumana e opressora.
Não tem ciência de si mesmos
não tem consciência de classe.
Perderam a noção da realidade
e não vêem que eles mesmos
são o alvo e não o dardo,
são eles os oprimidos, os rebaixados.
Não vêem que são eles aqueles
que sofrerão as consequências
e não haverá reticências
porque teremos chegado ao fim.

Por isso luto
faço coro e oposição.
Questiono, debato e rebato.
E enquanto não me calam
eu indago e faço poesia.
E transformo minhas palavras
na minha grande arma.
Porque eu não aceito esse fim.
Eu ainda acredito nas pessoas.
Eu acredito num mundo melhor.
eu acredito no amor e na empatia.
Eu acredito na democracia.

– Juliana Bassan Ayon

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que azar, que azar

Eu tenho uma conta no banco e o aplicativo do dito cujo no celular, mas só uso pra consultas porque nunca tenho tempo de ir ao banco pra cadastrar a senha de quatro dígitos do token.
Eu sei que facilitaria muito a minha vida fazer tudo pelo celular, mas daí passou um dia, uma semana, um mês… E nunca cadastrei.
Daí hoje precisei de todo jeito ir ao banco direto no caixa. Não tive escapatória. E já que estava lá perguntei pro atendente se era demorado fazer isso.
– Não, moça. É rapidinho. Só aguardar o fulano ali na primeira mesa.
Fui até a primeira mesa da agência, vi um rapaz em pé e perguntei se ele era o sujeito que eu estava procurando, ao que ele me responde olhando pro crachá dele, onde estava visivelmente estampado que ele era quem eu estava procurando.
Mais um fora pra conta.
Questionei sobre o token, registrei minha senha linda de quatro dígitos, maaaaaaas…
Sempre tem um mas quando é comigo.
Chegou o.colega dele e comentou algo sobre meu número de agência. Senti uma bad vibes no ar.
Daí ambos se aproximaram.
A agência de origem da minha conta foi fechada e justo hoje, de todos os dias desse mês e desse ano, justo hoje as contas estavam migrando de agência. Ou seja, se eu tivesse ido ao banco ontem ou deixasse pra ir na segunda-feira daria certo, mas como eu fui hoje não deu.
Mais uma prova de que a lei que rege a minha vida é a lei de Murphy. 😬🙃😂

– Juh, A azarada.

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esfomeada

Minha vida antes, sem chance
Era monótona, vazia e triste
Do jeito que fica meu lanche
Quando não tem a cebola crispy

Você apareceu e fiquei sem defesa
Me deixou toda apaixonada
Só não superou aquela surpresa
Da burg oferta com cebola caramelizada

Me conquistou com seus olhos amorosos
E meu coração finalmente floriu
Os dias ficaram mais calorosos
Gostosos como molho barbecue

Você enche meu coração de amor
Deixa minha vida toda com mais sabor
Chega a ser transcendental
Como meu burguer com queijo emmental

-Juliana Bassan Ayon

(Esse poema eu do pra uma promoção de um jantar de dia dos namorados da Fritas & Burgers de Jaú. Eu não ganhei, mas o poema ficou legal. Então tá aqui hahah o/)

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habilidades

Quando eu era criança, tinha mania de brincar de pegar objetos no chão fazendo um pegador com o dedão e o segundo dedo do pé, pegava o objeto em questão, dobrava a perna pra trás é ia com o pé até o bumbum, e aí pegava com a mão, sem muito esforço de abaixar e tal. E eu super treinava fazer isso, tanto é que sei até beliscar (forte) com o pé. Uma coisa boba, que né, nunca usaria na vida.
Daí chegou meus 30 anos e com eles duas hérnias na coluna e eu de castigo sem poder fazer movimentos bruscos e tendo que abaixar bem certinho pra não ferrar mais as costas.
Mas eu sou desastrada e derrubo tudo! Chave, lacinho de cabelo, papel, etc… Daí o que eu faço? Pego com a minha super habilidade de fazer o pegador com os dedos dos pés.
Nessa vida nada é por acaso, amigos.

-Juh, procurando ver o lado bom

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