e se?

 

E se você pudesse voltar no tempo?
Trocar o trajeto.
Mudar a história.
Não ter ferido. Não ter mentido.
Enfrentado. Enfiado a cara.
Não ter sentido tanto medo.
Deixar tudo do seu jeito.
Será que seria o suficiente?
Será que mesmo assim não se sentiria incompleto?
E será que você nesse seu novo futuro recriado,
Não imaginaria a vida indo por outros caminhos,
E desejaria poder voltar no tempo e deixar tudo como era antes?

{Juliana Bassan Ayon}

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malograda

Um dia vou querer ser assim tão segura
E não me deixar levar pela amargura
Que mora no meu coração.
Será que viver assim nessa penumbra
Sempre me sentindo imunda
Faz parte do meu destino tal qual uma maldição?
Viver assim não quero mais
Não sei se sou capaz
De aguentar mais tanta humilhação.
Queria aprender sorrir com gosto,
Viver sem desgosto
E enxergar a vida com paixão.
Mas acredite, ainda tenho fé
De que um dia vai melhorar essa maré
E então vou ser a criatura mais contente da estação.
~Juliana Bassan Ayon~
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rimas e sonhos

Seu Luiz passou pela praça indo rumo à padaria e viu a menina sentada no banco com cara de poucos amigos. Aproximou-se e sentou ao lado dela.

– Tainá, que cara é essa?
– Não tô num dia bom, Seu Luiz.
– Humm, como assim?
– Tá difícil, tudo sempre dá errado. Eu sonho e nunca acontece. Eu só queria ser feliz, Seu Luiz.
Ele olhou sério pra menina e disse:
– É só levantar a bunda do sofá e ‘encará’ a vida, Tainá.
A menina sorriu e os dois caíram na gargalhada por causa das rimas improvisadas.
– Vem, vamos comigo na padaria que lá tem sonho. Pode não ser o que você quer, mas tenho certeza que vai adoçar o seu dia.
{Juliana Bassan Ayon}
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tudo bem

 

 

 

Tudo vai bem.
Vai ficar tudo bem.
Sim, eu sei. Vai chegar o dia que tudo vai ficar realmente bem.
E daí tudo fará sentido, todo o sentido que eu espero.
Não tenho medo de cair de novo, e mais outra vez lá na frente se for preciso.
Porque eu acredito que no final, tudo vai ficar bem.
Sim, vai ficar tudo bem.
-Juliana Bassan Ayon

 

o gif é daqui
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10 anos de nós dois

Trilha Sonora:

 

Bom dias açucarados, discussões calorosas, beijos de tirar o fôlego, brigas de cinema, lágrimas de alegria, choro de raiva. Noites dormidas agarradinhos, outras cada um de um lado da cama, e tantas em camas distantes torcendo e querendo estar junto. Dúvidas que se transformaram em certezas e certezas que ainda tem um cisco de insegurança. Dias frios, dias mornos, dias quentes cheios de problemas e outros cheios de soluções. 10 anos de mim, 10 anos de você. Tantos dias cheios de muitas coisas e faltando outras tantas. Mas o que nunca faltou foi amor, isso a gente tem de sobra pra viver pra sempre. Feliz 10 anos de nós dois.
-Juliana Bassan Ayon
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além

 

 

Talvez eu seja só mais uma no mundo querendo ser alguma coisa além de nada. O que eu falo muitas vezes surpreende de uma forma negativa, mas sei que tem muita gente que pensa o mesmo, mas não verbaliza. Talvez eu seja politicamente incorreta. Mas sei de gente que chama algumas atitudes de politicamente incorretas, mas por dentro queria dizer exatamente a mesma coisa, só não tem coragem pra isso. Sair da zona de conforto nem é tão ruim assim. Descarrega o peso que a gente carrega nas costas por guardar tudo, por engolir palavras e por vezes xingamentos. Por ver coisas erradas e não contestar, ver coisas que incomodam e não falar nada. Tem muita coisa que me incomoda, tem muita coisa que eu não concordo, tem muita coisa que eu vejo e não gosto. E tem muita gente que vê tudo isso igual a mim. Eu gosto de por pra fora, de extravasar, de apontar os erros que eu gostaria que fossem corrigidos. Não por capricho meu, mas por acreditar que seria melhor se esses erros não existissem. Eu poderia ficar calada e morrer odiando certas coisas sem nunca ter pronunciado um ‘a’ contra. Mas eu prefiro falar. Na verdade prefiro escrever. Que é a maneira que eu tenho encontrado pra colocar pra fora, um jeito de descarregar a minha insatisfação, talvez um meio de acabar com esse tanto de coisa que me incomoda.

{Juliana Bassan Ayon}

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açucar


Desisti de ser amarga, salgada, indigesta.

Resolvi ser doce, mas não qualquer doce.

Quis ser doce de batata doce.

Com sabor de infância.

E gosto de mimo de pai e mãe depois de cair um tombão de bicicleta.

Doce nostálgico.

Doce feliz.

Doce reconfortante.

Doce carinhoso, doce.

Doce, doce, doce.

Quer um pedaço?

-Juliana Bassan Ayon

a imagem que ilustra esse post é daqui

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Dúvida

Eu não sei o que eu faço contigo,
Se eu brigo, se discuto, se eu rio.
Eu não sei o que eu faço comigo,
Se sumo, me mato, escapo da dor.
Não sei o que eu faço com a gente,
se insisto ou mato de vez esse amor.
Será que o destino vai ser cruel e
fazer com que um sonho termine assim?
Ou será que tá nos planos
que tudo vai dar certo no fim?

-Juliana Bassan Ayon

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Segredos

i’m losing, i’m bluesing, but you can save me from madness…

Olhos parados.
Olhando pro nada e o nada olhando de volta.
Assim evitando que se cruzem com outros olhos.
Coração descompassado, acelerado, apertado.
Sorrisos tímidos.
São tímidos porque não podem mostrar suas verdadeiras intenções.
Sorrisos maléficos.
Partes sombrias de mim estão dando as caras.
Será que elas estavam aqui o tempo todo e eu não percebia?
Será que eu nunca fui a mocinha da história como eu acreditava?
Será que na verdade foi sempre a vilã que morou dentro de mim?
Dúvidas alimentadas por perguntas que não acabam.
Pensamentos obscuros e indiscretos.
Sonhos confusos.
Vontades inconsequentes.
Está fugindo do meu controle, eu sei.
Mas não consigo evitar.
É sem querer, sem razão de ser.
Instigante, mas ao mesmo tempo desprezível.
Eu parei de pensar com a razão.
Talvez eu não esteja no meu juízo perfeito.
Isso não faz sentido.
Mas deveria fazer?
Será que precisa existir sentido pra tudo?
-Juliana Bassan Ayon

 

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Vagando

Trilha Sonora:

“Do fundo do meu coração” – Adriana Calcanhoto

 

O mundo continua rodando.
O tempo não pára.
O coração continua batendo.
Às vezes mais forte, às vezes mais fraco.
Mas bate.
E ecoa.
Os passos que eu dei anos atrás interferem na minha caminhada de hoje.
Aqui se faz, aqui se paga.
Quem planta, colhe.
Ando tendo pesadelos.
Eles me assombram.
E me pressionam.
Os pensamentos estão confusos.
Voando pra longe.
Eu quero ir junto, mas minhas pernas não se mexem.
Não saem do mesmo lugar.
Onde foi que ficou aquela vontade toda que eu tinha de viver e crescer?
Por que eu me deixei levar pela rotina e parei de lutar?
Por que eu deixei que minha vida não andasse pra frente?
Não sei.
Juro que não sei.
Não sei em que parte do caminho eu me perdi.

E eu ainda nem voltei atrás pra tentar me achar.

Juliana Bassan Ayon

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