Eu e a Lei de Murphy piorada.

trilha sonora: Good Bye & Good Riddance To Bad Luck – AC/DC

A Lei de Murphy diz que “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará.”. Eu digo que “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará errado comigo.”. Se eu fosse um desenho animado, certamente seria o Conrado. Aquele do finado desenho do Fudêncio, que passava na MTV. O carinha vermelho que era um caqui, mas constantemente era chamado de tomate, que sentia toda a culpa de qualquer coisa que acontecia no episódio nas costas e aquele cujo bordão era: “Eu só me fodo nessa merda.” E sim, esse bordão se encaixa perfeitamente nos meus dias.
Tudo quando é comigo parece ter um drama a mais, um acontecimento tragicômico, um BOOM pra fazer ter mais emoção. Porque eu me ferro sim, mas sempre acabo rindo no final. Prova disso é esse último final de semana. Quando falo que tem coisas que só acontecem comigo, ninguém acredita. Vou relatar o que aconteceu comigo em menos de 24 horas e aposto que você vai concordar com tudo o que eu disse aí em cima.
Sábado, final de tarde. Meu irmão ligou pro meu marido nos convidando pra ir a uma chopperia. Como fazia tempo que não usava meus sapatos de salto por causa das dores nas pernas e joelhos (oi, tô velha!), resolvi que era um bom dia pra usar meu scarpin salto 15 de bico fino cheio de spikes. Sai de casa me sentindo linda, cheguei na chopperia querendo bater com a cabeça na mesa porque nem descido do carro eu tinha e o pé já estava doendo. Tudo bem, segurei a dor e ficamos bem. Na hora de ir embora, por volta da meia noite, já tirei o sapato no carro me aliviando da dor e quando cheguei em casa entrei descalça, coisa que eu raramente faço. Daí tchãran: pisei numa abelha. Sim, senhores e senhoras. Tinha uma abelha no chão no meio da minha sala!!! E obviamente eu pisei nela e o ferrão da bonita cravou no meu pé, me dando de presente um inchaço que me fazia parecer estar pisando numa bolinha de gude.
Domingo, por volta das 11 da manhã. Ainda meio sonada, estava na cozinha preparando um copo de leite. Abri a porta do armário e me virei pra pia, mas sem fechar a porta. Resultado, dei uma cabeçada na porta do armário, ficou uma marca na minha testa e a cozinha ficou cheia de leite com Nescau.Também doeu pra caramba.
Domingo, por volta das 6 e meia da tarde. Saímos encontrar uns amigos. Masquei um chiclete. Eu sempre guardo o papelzinho do chiclete pra embrulhá-lo e jogar no lixo depois, mas a bolsa estava no carro e o carro estava trancado. Preguiça de pegar a chave com meu marido que tava longe e abrir, joguei no chão bem na beirada da guia. Uma vez na vida não mata, né? Pois é. Comigo o karma já é imediato. Pouco depois meu marido mudou o carro de lugar e colocou onde? Bem ali onde eu estava e onde eu tinha jogado o chiclete. Resultado, quando fui entrar no carro pisei no chiclete que eu tinha jogado e ele grudou na minha sapatilha. Melecou toda a lateral dela e eu perdi a sapatilha. 🙂
Resumindo: parece piada, mas é a minha vida. Muito karma pra pouca pessoa.
– Juh, não é tomate é caqui.
PS. Esse texto eu escrevi em Abril do ano passado e achei ele agora perdido numa pasta aqui e me fez rir, apesar de na época ter me deixado bem brava. Daí decidi postar pra registrar as coisas maravilhosamente estúpidas que acontecem na minha vida. 😉

 

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