Quem diria.

Para ler ouvindo:

Empathy – Alanis Morissette

quem diria

 

Vez em quando se falava

Tanta história, tanta ladainha

Da menina, tão sozinha

Que perdida se encontrava.

No silêncio assombroso

Sempre o choro se ouvia

Da menina arredia

Com seu destino penoso.

Tanto choro, tanto lamento

Pelo caminho da estrada

A menina, coitada

Toda quebrada por dentro.

Só um ponto na multidão

Era isso pra quem via

A menina, quem diria

Não tinha mais um coração.

-Juliana Bassan Ayon

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o amor é uma escolha.

trilha sonora: Alanis Morissette – Head Over Feet

 

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730 dias de vida conjunta. 24 meses de amor, companheirismo e cumplicidade sob o mesmo teto. 2 anos de casados, lutando todo dia pra fazer continuar dando certo. Porque o amor é uma escolha. E todo dia eu escolho continuar ao seu lado te amando. Mesmo quando a gente se desentende. Mesmo quando a vida nos dá provações. Mesmo quando eu fico sem te suportar. Porque na verdade o que eu não suportaria é viver longe de você. Então eu sempre escolho ficar e lutar. Nenhuma discussão tem importância quando, depois de uns minutos de silêncio depois da briga, a gente cai na risada junto, rindo da insignificância do assunto perto do amor grandão que a gente sente. A gente se entende bem e isso é o que importa. Você me respeita, me entende e acredita nos meus sonhos junto comigo. A gente fica sempre bem juntos, seja passeando por aí ou de pijama no sofá jogando videogame ou se pegando em todos os cantos da casa. A gente fica bem de todo jeito. A gente é o que é um na frente do outro, sempre foi assim. Não tem casca. E eu te amo também por isso, por poder ser eu mesma toda hora e você me amar exatamente assim. E quando eu olho pra você eu vejo nós dois velhinhos, jogando conversa fora, rindo e sendo bestas e felizes juntos. Porque é assim que eu acredito que será o nosso felizes pra sempre. Feliz 2 anos de casados pra nós! Te amo <3

-Juliana Bassan Ayon

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condição

Para ler ouvindo:
“That I Would Be Good” – Alanis Morissette

“That I would be good / Even if I lost sanity / That I would be good / Whether with or without you”

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Olho pra dentro de mim e gosto do que vejo.
Já fui por vezes errada, já fiz coisas das quais não me orgulho.
E tenho que acordar todos os dias e conviver com isso.
Vejo um lado vazio e um lado cheio.
Vazio de quem eu deveria ter sido, do que eu deveria ter feito.
Cheio de quem eu fui e dos erros e acertos que eu cometi.
Tantas vezes me arrependi por não ter tido coragem.
Coragem pra dizer algo que queria dizer, logo após deixar a chance escapulir.
Como fui covarde! Tantas vezes me escondi com medo de dizer o que sentia.
Em contrapartida, outras tantas me vesti com uma falsa coragem.
E disse coisas que na verdade não queria dizer.
Tantas vezes me arrependi do que disse logo após vomitar as palavras.
Nestas tantas vezes saí de casa como se estivesse a interpretar um personagem.
Guardei as mágoas na bolsa, emprestei um sorriso falso e enfrentei o dia.
Fingi ser alguém que eu não era e não convenci ninguém.
Sempre tive medo da solidão, de ser deixada de lado.
Não lidava bem com o esquecimento e buscava desesperadamente atenção.
E sempre levei porrada da vida me jogando na cara que esse não era o caminho.
Hoje ando sozinha, entendi o recado e aprendi a gostar dessa condição.
Entendo-me na minha coragem e na minha covardia.
E sinto-me compreendida dentro da minha solidão.
-Juliana Bassan Ayon

 

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