das coisas cotidianas tristes que vejo acontecer todo dia.

trilha sonora: Stop – Spice Girls

“Stop right now, thank you very much / I need somebody with the human touch”

 

Um dia duas pessoas se conhecem e dá aquele boom, rola aquela atração imediata e eles começam a se ver com mais frequência. Se sentem conectados.

E se apaixonam.

Começam a namorar e fazer planos. Tudo parece perfeito.

No começo é tudo lindo, até os defeitos. Mas passada a euforia inicial, algumas coisas começam a incomodar.

A parte de personalidade dominante começa a exigir demais e tenta mudar o outro.

Corta esse cabelo. Não gosto dessa roupa. Não curto a sua turma.

Daí a pessoa é tão podada e controlada que, querendo agradar o outro, deixa de ser ela mesma.
E ops, vem o perigo.

Cabô identidade.

Daí sem identidade a personalidade dominante não vê mais ali o motivo de ter se apaixonado. E a outra pessoa já não se vê mais em si mesma de tanto que mudou pra agradar.

Ele não se parece mais com o cara por quem me apaixonei. Ela era mais autêntica no começo do namoro. Nós não nos reconhecemos mais.

Cabô admiração. Cabô romance. Cabô amor.

E sabe o que sobra? Frustração, tristeza e solidão.

Porque existe sim beleza nos defeitos, nas peculiaridades. Existe beleza nos detalhes únicos que fazem de nós o que somos. Nos nossos gostos, nas nossas preferências.

E nessa os dois lados saem perdendo. Porque ao invés de somar, subtraem.

Não seja esse tipo de pessoa. Não faça do seu relacionamento uma prisão. Não se deixe prender.

Porque quando é de verdade, a pessoa pode ter o mundo todo pra voar, mas vai preferir pousar ao seu lado. Não precisamos de gaiolas quando podemos voar juntos. ♡

-Juh, tentando todo dia ser mais soma do que subtração.

Continue Reading

Eu acredito no Girl Power

Para ler ouvindo: The Lady is a Vamp – Spice Girls

 

19134840753_f0cfb6048c_z

Éramos eu e mais 3 amigas inseparáveis. Estudávamos juntas e nos dávamos muito bem. Nos sentíamos maduras, maiorais e inatingíveis. Três de nós estávamos namorando e sempre saíamos todas juntas. Daí um dia uma largou o namorado.

Foram vários acontecimentos até chegar a esse fim, mas em meio a muitas coisas acontecendo, ela estava finalmente se sentindo livre, dona de si novamente.

Ela estava bem com ela mesma, fazendo o que tinha vontade, beijando os caras que ela queria. Não demorou muito para que ela virasse motivo de falatório. Ganhou diversos apelidos, foi taxada de biscate, piranha, vadia. Ela não estava “se dando ao respeito”. E alguns caras que nem com ela tinham ficado começaram a espalhar que tinham ficado com ela e, inclusive, ido mais além.

Os caras podiam fazer isso desde que o mundo era mundo, mas onde já se viu uma menina se comportar assim? Ela tinha que pagar pela audácia.

Ela virou o assunto preferido das rodinhas. Todo mundo sabia quem ela era e todos tinham alguma história para contar. Eu me meti em muitas discussões para defender, mas não são dessas que eu me lembro. Ainda me corrói por dentro quando lembro das vezes que eu ouvi falarem coisas dela e não me posicionei e não a defendi. Porque dentro de mim, porque na minha cabeça limitada e preconceituosamente moldada desde quando eu era criança, aquilo de certa forma tinha a sua razão de ser.

Foi uma guerra contraditória dentro de mim. Eu não conhecia o feminismo, eu ainda não enxergava totalmente que as mulheres têm o direito de serem e fazerem o que quiserem. Graças a essa educação machista e limitada que a sociedade nos impõe, chegamos ao triste absurdo de chamá-la num canto e pedir que ela parasse, que ela começasse a “se valorizar”, porque senão nenhum cara iria querer namorar com ela.

Ela argumentou que a maioria do que estavam dizendo era mentira, que era boato e chorou. Dissemos que como “boas amigas” que éramos, tínhamos que protegê-la e era isso que estávamos fazendo.

Mas no fundo, o grande medo era o de ser taxada de vadia também. E dos nossos namorados se importarem com aquilo. Sucumbimos a pressão do mundo, nos deixamos vencer. Calamos o nosso próprio discurso de que poderíamos ser o que quiséssemos, que poderíamos fazer o que tivéssemos vontade.

Estávamos saindo da adolescência e entrando na vida adulta e calamos a mulher forte e independente que estava nascendo em nós. Não éramos mais maduras, nem maiorais e muito menos inatingíveis.

Daí os anos foram passando e eu nunca esqueci esse episódio. Sempre lembrava daquilo e dizia pra mim mesma: “Tá muito errado isso aí.” Não foi certo, não é justo que isso continue acontecendo. Eu fui uma péssima amiga. Eu falhei quando ela mais precisava de apoio. Eu deixei que ela acreditasse que todas aquelas mentiras eram verdade e que sim, ela era uma vadia, puta, suja.

Não, amiga. Você não era nada daquilo, você apenas foi vítima.

Vítima como tantas outras mulheres. Situações parecidas já vimos em amigas, conhecidas e até com a gente mesma. A parte boa é que a gente cresce e passa a ter acesso a informação, como eu ao feminismo e agora ao projeto I AM THAT GIRL. E assim consegue abrir a mente, enxergar erro nas próprias atitudes e assim evitar que outras meninas sofram como essa minha amiga sofreu.

Hoje, eu criaria a hashtag #somostodasvadias e lutaria para que as pessoas não destruíssem a vida da minha amiga com mentiras, lutaria para deixar claro que todas temos o direito de fazer o que quisermos da nossa vida. Mas há 12 anos, fui covarde e me arrependo disso.

E mulheres, parem de julgar as outras mulheres! A gente foi criada assim, eu sei. É difícil, é contraditório, e eu mesma ainda estou passando por isso. Mas a gente precisa questionar e não aceitar tudo como nos é imposto. Homens estranhos quando se encontram num churrasco depois de 10 minutos são amigos, mulheres se dividem em rodinhas e 10 minutos depois estão malhando o outro grupo.

E sempre foi assim, desde o primário.

Mulheres não se veem como amigas, se enxergam como rivais. E olha, não sei se vocês sabem, mas estamos todas no mesmo barco. Somos julgadas, assediadas, discriminadas e estereotipadas todas da mesma forma. Deveríamos ser solidárias umas com as outras, mas muitas vezes ajudamos a disseminar fofocas, culpas e picuinhas.

O machismo está aí desde sempre e não vai sumir da noite pro dia. Mas está na hora de nós mulheres começarmos a mudar a maneira como nos vemos e nos unir pelo mesmo ideal.

E termos orgulho de todas sermos mulheres.

O machismo está aí desde sempre e não vai sumir da noite pro dia. Mas está na hora de nós mulheres começarmos a mudar a maneira como nos vemos e nos unir pelo mesmo ideal.

E termos orgulho de todas sermos mulheres.

*Esse texto foi publicado originalmente no blog do projeto I AM THAT GIRL: São Paulo, que tem orgulho de fazer parte de um movimento global para inspirar garotas a SER, AMAR, EXPRESSAR E SER QUEM ELAS SÃO. Estarei lá escrevendo a coluna “Eu acredito no Girl Power”, juntamente com outras meninas maravilhosas que estão juntas lutando por um mundo melhor e igualitário. 😉

Continue Reading

a sorte de eu ser filha da minha mãe.

Para ler ouvindo: Mama – Spice Girls

 

Hoje é dia das mães, dia de comemorar e paparicar todas as mamães. Mas pra mim seu dia é todo dia. E eu sempre gosto de te abraçar e paparicar pra devolver um pouco desse tanto de amor que você tem por mim. Eu amo muito você, mamãe! Como eu te admiro e respeito! Você é humana, você não é totalmente perfeita e eu te amo exatamente assim. E se alguma vez errou, foi tentando acertar. Você é única nesse mundo. Mesmo nos meus piores dias, você está lá tentando me levantar. Você é a pessoa mais altruísta e gentil que eu conheço. Você é toda especial e maravilhosa. E eu peço todo dia a Deus que te recompense por todos os seus esforços e suas lutas. Porque você merece tudo de melhor dessa vida. Você muitas vezes diz que nós somos as jóias da sua vida, mas acredite, você é que é o tesouro da nossa. Amo você, sua linda! Feliz dia das mães! <3
– Juh, a sortuda de ter a dona Regina de mãe. <3
Continue Reading

músicas e clipes favoritos – parte 24

 

As Spice Girls marcaram o início da minha adolescência e até hoje sou fã de carteirinha. Essa música é a minha favorita, a que não dá pra se aguentar de vontade de dançar quando começa a tocar. Lembro de quando ficávamos eu e minha irmã, que era pequenininha e aprendeu a gostar junto comigo, fazendo juntas a coreografia no meio da sala enquanto assistíamos o clipe na MTV.

Bora dançar junto?

 

<3

Continue Reading